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lapa dos afectos

Lapa do Lobo © Tito Mouraz exmo senhor carteiro, faça o favor de entregar esta carta à primeira jovem que encontrar em Lapa do Lobo [josé joaquim, marinheiro] em dezembro de 1933 nasceu "um ser masculino cem por cento português". em maio de 2013 nasceu um livro que representa um marco na história da fotografia portuguesa contemporânea. A ligação afectiva de Tito Mouraz à Lapa do Lobo explica não só como começou a ideia que o fotógrafo teve de coordenar um projecto fotográfico que levou à pequena aldeia da Beira-Alta seis fotógrafos portugueses. Explica porque é que, no lançamento do livro que regista o percurso de cada fotógrafo pela aldeia, as emoções estiveram à flor da pele. Explica também porque é que cada um deles, com a sua linguagem própria, se deixou contagiar pelo afecto que transforma um espaço tão pequeno como este, no centro do mundo. Lapa do Lobo © Tito Mouraz [e o meio da fotografia está ansioso por vê-lo nas bancas!] ...

uma linda minhota

uma linda minhota (detalhe) cliché de Gabriel Tinoco ilustração portuguesa, 6 de dezembro de 1915 De quantas impressões me encantaram a alma na formosa província, nenhuma se me entranhou tão viva como a mulher do Minho.  Para muito vinha predisposto, para tanto, não. Foi a um tempo novidade e encanto.  Gentil, fantasiosa, meiga, trabalhadeira, que enternece.  Orgulho-me de pertencer a uma nação que ao mundo pode perguntar com ufania: onde tendes uma mulher como a minhota de Portugal? (adaptado de) D. António da Costa, escritor, ca. 1870

a câmara como historiadora

useful public archive for future use No final do século XIX e começo do XX, centenas de fotógrafos amadores ingleses procuraram gravar os vestígios do passado.  O movimento, conhecido como photographic survey movement , tinha como intenção registar a história cultural e social do país para construir um arquivo público para uso futuro.  Em The Camera as Historian , a antropóloga Elizabeth Edwards trabalha com um arquivo de cerca de 55000 fotografias tiradas por cerca de 1000 fotógrafos, a maioria dos quais até agora desconhecidos, que fazem parte deste movimento.  Edwards aborda o photographic survey movement e as suas práticas sociais e materiais etnograficamente: considerando a forma como os fotógrafos amadores compreenderam o valor dos seus projectos, liga este movimento aos conceitos de lazer, de compreensão do local e do nacional, e à ascensão da fotografia popular.  A sua análise da forma como os fotógrafos negociaram entre a object...

química

No 1.º capítulo da 6.ª edição do seu Manual de Química Fotográfica , Frederick Hardwich afirma que a arte da fotografia, em 1861, tinha atingido um elevado grau de perfeição e popularidade em todas as classes sociais. Hardwich faz neste precioso manual, disponibilizado pelo Internet Archive, um esboço histórico da fotografia, apresenta os sais de prata, dicas para a revelação duma imagem invisível e fixação da imagem fotográfica, ensina qual a natureza e propriedades da luz e a preparar a química necessária à produção de uma fotografia, desde o papel albuminado ao revelador... HARDWICH, Frederick T. -  A manual of photographic chemistry . London: John E. Taylor, 1861.

postais profundos epidérmicos

    Outro dia foi apresentado publicamente o livro (ou melhor, vários livrinhos numa mesma caixinha) que vou devorar assim que o tempo o permitir. Tem por título " Portugal ilustrado em postais " e é uma das faces visíveis do projecto coordenado por Moisés Lemos Martins e Madalena Oliveira, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho .  Porque a grande maioria das publicações ilustradas com postais existentes no mercado renega uma análise mais profunda deste precioso objecto gráfico, esta parece contrariar esta tendência. Aliás, foi precisamente a questão daquilo que está à superfície ser, precisamente, o mais profundo, uma das mais enriquecedoras questões abordadas na apresentação pública desta pequena relíquia. Citando-se Paul Valérie, questionou-se a ideia comum de pensar que tudo o que é importante se situa a um nível profundo, subterrâneo, inacessível, quando, talvez, o que está à superfície (a epiderme, a imagem, a forma) seja o melhor ref...

o anjinho na literatura brasileira

© the thanatos archive  É já de 2002 o artigo intitulado "Os funerais de "anjinho" na literatura de viagem", habilmente escrito por Luiz Lima Vailati para a Revista Brasileira de História. Tendo como base a literatura constituída de relatos e memórias de viagem, Vailati analisa as práticas e representações da morte da criança nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro nos períodos Brasil colonial e imperial (1822-1889). "Sobre o "anjinho", os visitantes estrangeiros se mostraram favoravelmente surpresos pelo esmero em que esses pequenos defuntos eram arrumados e expostos. "Prazerosamente", "ricamente" são os termos por meio dos quais homens como John Lucccock, já no começo do período estudado, e mais tarde Daniel Kidder, lançam mão para descrever a maneira pela qual eram preparadas as crianças. [...] Assumindo uma dimensão de insondável importância, devia-se cuidar do aspecto pelo qual o corpo se ia apresentar no reino ...

photographia açoriana

© Carlos Enes A história da fotografia nos Açores está bem documentada no sítio da Direcção Regional da Cultura , que apresenta uma leitura cronológica realizada a partir de investigação de Carlos Enes , sobre o período que vai de 1845 a 1995. A referência mais antiga é ao daguerreotipista Marcellin Turpi , que viveu em São Miguel do ensino da língua francesa. Nos anos 50 um médico, António Ferreira Borralho , terá sido um dos primeiros açorianos a envolver-se com a fotografia, como amador. São inúmeros os fotógrafos que estiveram de passagem na ilha, oferecendo os seus serviços por um curto período de tempo, como os estrangeiros Dubois ou Carlos F. J. Reeckell – “fotógrafo volante". São da década de 60/70 os primeiros ateliers fotográficos de residentes: Nestor Ferreira Borralho , Carlos Severino de Avelar , António José Raposo - Photographia Artística, Carlos Augusto Mendes Franco - Photographia Terceirense , Domingos Mendes de Faria - Photographia Nacional ,...

ilustres photographias transmontanas

© Col. Eng. Alberto Eduardo Viana Pereira da Costa | Museu de Vila Real http://manueldinis.blogs.sapo.pt/80053.html O Dicionário dos mais ilustres Transmontanos e Alto Durienses , coordenado por Barroso da Fonte (Editora Cidade Berço) não para de me surpreender. Ainda que Carlos Relvas não tenha nascido em Trás-os-Montes, figura neste dicionário porque "por Vila Real se apaixonou". Pelo menos assim o afirmou Elísio Amaral Neves, investigador e colaborador do Grémio Literário Vila-Realense. Conta o dicionário que, numa das suas histórias ao café , em dezembro de 1997, Amaral Neves referiu ter-se Vila Real familiarizado cedo com a fotografia - e que a partir de meados do séc. XIX começaram a instalar-se daguerreotipistas franceses, italianos e espanhóis. Continua assim: "Mais tarde, pelos anos 60, outros fotógrafos chegaram, divulgando e vulgarizando a nova técnica, vendendo material fotográfico e instalando estúdios temporários, um pouco por toda a província. ...

kossoy

Boris Kossoy é uma figura incontornável da história da fotografia. Desde os anos 70 que o investigador brasileiro, arquitecto de formação, se dedica à fotografia. Os seus trabalhos como fotógrafo encontram-se representados em colecções permanentes de várias instituições internacionais - assim como a sua obra enquanto historiador circula mundo. O seu trabalho de pesquisa gira em torno da investigação da história da fotografia no Brasil e América Latina , dos estudos teóricos da expressão fotográfica e do uso da iconografia como fonte de pesquisa nas Ciências Humanas e Sociais. Desde 1999 é coordenador de iconografia do PROIN - Laboratório de Estudos da Memória Política Brasileira do Departamento de História da FFLCH-USP). Na sua página pessoal é possível fazer o download de alguns dos artigos que escreveu, e aceder aos resumos dos inúmeros títulos que publicou: 1971. Viagem pelo Fantástico. 1980. Origens e Expansão da Fotografia no Brasil - Século XIX. 198...

O início da fotografia na China

Island Pagoda, China, 1870–71 | John Thompson From the album of Foo Chow and the River Min   © Peabody Essex Museum O início da fotografia na China: fotógrafos anglófonos e chineses na Macau oitocentista é o título da próxima comunicação a cargo de Rogério Miguel Puga, organizada pelo CETAPS e pelo Centro de História de Além-Mar ( CHAM ). A comunicação apresentará os resultados da investigação de Rogério Puga (financiada pela Fundação Macau ) no Peabody Essex Museum, onde existe um espólio inédito sobre as representações de Macau. Serão analisadas fotografias provenientes de espólios familiares em depósito no PEM , seus autores e contextos de produção, no âmbito do início da actividade fotográfica em Macau e Hong Kong. É já na próxima quinta-feira (29 de Setembro) pelas 18h, na sala multiusos 1 do Edifício ID da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas , à Avenida de Berna, em Lisboa. Obrigada João pela preciosa informação.

sleeping beauty

CDV. Portsmouth, New Hampshire, circa 1870. © The Thanatos Archive Virginia de la Cruz Lichet, jovem historiadora da arte, descobriu em 2002 as fotografias de Virxilio Vieitez e deixou-se conquistar pela poesia dos seus retratos post-mortem. Depois de longa investigação, apresentou no ano passado à Complutense de Madrid a sua tese, que a imprensa espanhola refere como o único doutoramento que se escreveu na Europa sobre a fotografia funerária: um recorrido pela história da Galicia de entre finais do século XIX e os anos 70 do século XX, por meio dos cerca de 400 retratos que foram estudados. Acabamos de descobrir que o trabalho já está disponível online, aqui . Vamos lê-lo com muita atenção. Sleeping Beauty c.1870 carte de visite of a young girl, posed as if sleeping. © The Thanatos Archive thanatos arquive imagenes eternas la muerte niña os ollos dos nenos mortos la muerte en la fotografia galega fotografia “post mortem” retratos para la eter...

inestimável

in Orthoepia ou boa pronunciação e leitura da lingua portugueza, 1796. A língua portuguesa não é nada fácil não (principalmente se estivermos cansados e acéfalos como ficaremos com a perspectiva de ter de aprender a escrever de novo). Outro dia tive de ir ao dicionário por causa desta palavra: inestimável . Não é uma questão de grafia, mas de significado, claro. É só porque ando um pouco baralhada com as palavras  ("recebem, no entanto, acento agudo: a) As palavras paroxítonas que apresentam, na sílaba tónica/tônica, as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i ou u e que terminam em -l, -n, -r, -x e -ps, assim como, salvo raras exceções, as respectivas formas do plural, algumas das quais passam a proparoxítonas: amável (pl. amáveis), Aníbal, dócil (pl. dóceis) dúctil (pl. dúcteis)) Sempre que se me aparece o prefixo in ( que se converte em im antes de b ou p ; e em ir antes de r : infeliz, imbatível, impaciente, irresponsável) inexoravelmente ligo a pala...
Inventário do património arquitectónico www.monumentos.pt Resumo das teses dos membros do IHTI http://www.uc.pt/ihti/resumoteses.htm http://www.uc.pt/chsc/projectos/linhas.htm#3 Estudos sobre demografia e mortalidade http://popindex.princeton.edu/browse/v53/n3/

a fotografia em português

Introdução à história da fotografia uma página que outrora funcionou... e que esperemos fique restabelecida em breve sobre conservação de fotografia http://www.paginas.teleweb.pt/~conserve a arte ibérica publicou um número dedicado à fotografia www.arteiberica.com OLIVEIRA RAMOS, Luís A. (dir.), História do Porto, Porto Editora, Porto, 2000. capítulo sobre o Porto Oitocentista (pp.378-521) com referências importantes à fotografia do Porto no século XIX, por Maria do Carmo Serén.

bibliografia

BOURDIEU, Pierre, Un art moyen, essai sur les usages sociaux de la photographie, Éd.de Minuit, Le sens commun,1965. FRIZOT, Michel (ed.), A New History of Photography, Konemann, Koln, 1998. SCHWARZ, Heinrich, Art and Photography: forerunners and influences, The University of Chicago Press, 1987.