Conheci o 'Partitura' há pouco tempo e fiquei surpreendido com o conceito geral do blogue. É um blogue falado, entoado, meio cantado, em que o autor expressa o que sente e pensa no momento. Um blogue original, diferente daquilo a que estamos habituados. Vale a pena conhecer e acompanhar. Não resisti a reproduzir aqui um dos seus posts, como poderão ver mais abaixo. O Saulo define-se assim:
«Me chamo Saulo Taveira Peixoto e tenho 27 anos. Sou graduado em História, dei aulas de lingua espanhola, sou locutor e ator. Esse será um espaço de livre manifestação. Usaremos o teclado como voz, corpo, meio de expressão. Aqui vocês terão minhas impressões e predileções. Vamos trocar? Bem vindo!»
Reprodução na íntegra do seu post
«Rosas na Voz, pétalas no caminho.»
«Rosas na Voz, pétalas no caminho.»
[No post original, aqui entra um ficheiro mp3, com a voz do Saulo Taveira,
que não consegui reproduzir. Pode ser ouvido no 'Partitura']
que não consegui reproduzir. Pode ser ouvido no 'Partitura']
«Escolhi este texto por dois motivos:
»1º já o havia gravado numa aula de vídeo que fiz, gostei muito (embora esse tenha ficado completamente diferente), lá eu soube que ele era musicado e a primeira coisa pedida pelo professor foi que não ouvíssemos a música; muitos ouviram e não gostaram do resultado. Eu, pobre ignorante mortal não o conhecia musicado e segui a instrução do professor. Tempos depois ouvi o Ney Matogrosso. De cair o queixo, a boca, de tirar o chapéu e as roupas. O cara é, indiscutivelmente, extraordinário. É a minha Bethânia de calças e muito mais.
»2º por iniciar as postagens (gravadas) com o mestre português Fernando Pessoa, nada mais justo que vir para o Brasil nos braços de outro grande mestre, agora brasileiro, Vinícius de Moraes.
»A singela gravação acima segue o artesanato (como disse minha amiga Carmen) da primeira, gravado em casa, sem edição, ou seja, não retirei os ruídos causados por sopro no microfone, da respiração nem nada que possa interferir, quero natural. Enfim, todos serão assim, não preciso explicar isso em todos os posts, senão ficará chato e muito repetitivo. rsrs
»Claro, como gosto das performances do Ney, segue uma pitadinha:
»1º já o havia gravado numa aula de vídeo que fiz, gostei muito (embora esse tenha ficado completamente diferente), lá eu soube que ele era musicado e a primeira coisa pedida pelo professor foi que não ouvíssemos a música; muitos ouviram e não gostaram do resultado. Eu, pobre ignorante mortal não o conhecia musicado e segui a instrução do professor. Tempos depois ouvi o Ney Matogrosso. De cair o queixo, a boca, de tirar o chapéu e as roupas. O cara é, indiscutivelmente, extraordinário. É a minha Bethânia de calças e muito mais.
»2º por iniciar as postagens (gravadas) com o mestre português Fernando Pessoa, nada mais justo que vir para o Brasil nos braços de outro grande mestre, agora brasileiro, Vinícius de Moraes.
»A singela gravação acima segue o artesanato (como disse minha amiga Carmen) da primeira, gravado em casa, sem edição, ou seja, não retirei os ruídos causados por sopro no microfone, da respiração nem nada que possa interferir, quero natural. Enfim, todos serão assim, não preciso explicar isso em todos os posts, senão ficará chato e muito repetitivo. rsrs
»Claro, como gosto das performances do Ney, segue uma pitadinha:
»Nunca é demais lembrar que esse poema foi gerado devido às atrocidades do homem. Seguimos cometendo atos de horror no dia a dia, contra nossos irmãos, nosso planeta; e burros que somos, nem percebemos que os cometemos contra nós mesmos. Há muito dito nesses poucos versos. Conversem.»