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Quadratura no céu entre Úrano e Plutão - Um imenso país chamado FMI [republicação]

15 de maio de 2013 · 22 comentários

Ilustração: Copyright do site 'Mapa Astral.org'

Clicar no mapa para aumentar.

1ª publicação neste blogue em 22-Junho-2012
Republicado em 15-5-2013
Mapa do céu da quadratura
entre Úrano e Plutão

Entre 2011 e 2017, Úrano, em Carneiro / Áries [aqui] e Plutão, em Capricórnio [aqui], ambos em signos cardinais, farão uma enorme quadratura no mapa do céu, que durará anos. Esperam-se mudanças em todo o tipo de governos e organizações no nosso planeta. E, em nós, também. Aguardemos para confirmar. (Um exemplo desta quadratura, aqui.)


O ciclo destes planetas é enorme, e eu nem me atrevo a falar dele, pois não creio que alguém tenha feito, em vida, um ciclo completo - de conjunção a conjunção. Para não entrarmos em grandes fantasias, creio que é mais sensato analisarmos os momentos actuais do ciclo.


E o momento actual é a intensa quadratura que estamos a viver. É um conjunto de 7 aplicações exactas entre 2012 e 2015. Mas como temos que ter em atenção a aproximação e o afastamento do ângulo exacto, mas minhas contas vejo como um longo período de 2011 a 2017. É por isso que se fala tanto em trânsitos geracionais. O que devemos reter é a ideia que nestes 6 anos todos os bebés terão esta quadratura nos seus mapas natais. Que farão com as suas vidas? Não sabemos...


Vamos já deixar as nossas mentes tranquilas, mencionando as datas exactas em que se darão as 7 quadraturas entre Úrano e Plutão:

- 2012, Junho 24
- 2012, Setembro 19
- 2013, Maio 21
- 2013, Novembro 1
- 2014, Abril 21
- 2014, Dezembro 15
- 2015, Março 17

Uma mudança ligeiramente significativa em Portugal, já se deu na banda da política, e foi a eleição de uma mulher para Presidente da Assembleia da República. Poderão perguntar: que mudança é esta? E a resposta óbvia é, alguma mudança de mentalidades. Imaginem quão mortificados terão ficado os «Velhos do Restelo».

No entanto, quero deixar claro o seguinte: isto que se toma como «novo», em Portugal, não é tão novo assim, pois há décadas tivemos uma mulher como Primeiro-Ministro (os mais velhos lembram-se). Por outro lado, em termos esotéricos não tem nenhum significado, apenas a relevância de ser uma mulher a presidir à Assembleia dos representantes do povo. É um tema simples, bastante pobrezinho, mas de qualquer maneira, é sempre bem-vindo. Não vale a pena deitar foguetes, porque a maioria dos políticos actuais, para terem acesso a lugares de poder no actual contexto planetário, vão aos poucos abandonando a sua alma (uma ideia do André Louro de Almeida, com a qual concordo em absoluto).


Úrano em Carneiro/Áries [coisas repentinas, o inesperado, internet] a fazer funcionar a muito esperada quadratura [uma situação tensa e difícil, como esticar e rebentar] com Plutão em Capricórnio [o poder instituído], Em signos cardinais, dando maior ênfase aos acontecimentos.

Bom, para nos situarmos de imediato: esta quadratura é a maior responsável pelos escaldantes acontecimentos ocorridos no Médio-Oriente, que todos sabemos, ainda em 2011. E vai continuar, não se ficando apenas pelo que já aconteceu. Presidentes e governos foram derrubados. Mudanças enormes a se efectuarem. E os donos dos petro-dólares sempre do lado dos vencedores, a corrompê-los. Habitualmente, associa-se Úrano à Voz de Deus. Nestes casos islâmicos, nunca melhor aplicado. É sempre o novo [Úrano] a enfrentar o poder instituído [Plutão].

Em Portugal, e tudo ainda em 2011, manifestações gigantescas da auto-intitulada «Geração à rasca», conceito que se expandiu por outros países. É sempre o novo [Úrano] a enfrentar o poder instituído [Plutão]. Outro exemplo do que falo, foi o bota abaixo fulminante do governo Sócrates. Outro exemplo bem mais recente é o actual governo de Passos Coelho estar a ser continuamente confrontado, de todos os lados, de todas as frentes.

É sempre para mexer e remexer. Haveria muitos exemplos a dar, mas creio que os leitores ficarão prevenidos para novas ocorrências que seguramente acontecerão no mundo. Servem os casos europeus? Grécia, por exemplo. Portugal, também. Até já temos na Europa, governos não eleitos nas urnas... Mais exemplos???

Está toda a gente pendente do que irá acontecer na próxima reunião dos poderosos da Europa: irão aceitar o proposto pela Grécia e este país permanecerá na zona Euro? Ou, pelo contrário, a Europa desgarrar-se-á e a zona Euro terá os dias contados? Vejam mais atrás as datas de todas as quadraturas e aí terão a AGENDA POLÍTICA MUNDIAL. 

Que venha o Diabo e escolha.

Ei, companheiro/a, não é por fingirmos estarmos todos iluminadozinhos e, portanto, parecer que o Diabo já não existe, que ele não deixe de funcionar e provocar-te, metendo-te medo.

Percebe-se que haja esta ansiedade do lado político, pois se pararmos um bocadinho e se fizermos contas a quando é que ocorreram as anteriores quadraturas entre Úrano e Plutão, o panorama histórico não é nada simpático: foi nos anos 30. A Grande Depressão, o despontar do fenómeno Adolf Hitler, o próprio PLutão foi descoberto nesta década. A consequência:a a guerra na Europa.

Agora estamos numa situação irónica: o país que quase destrui a Europa nos anos 30 e 40, está agora no centro da polémica, pois tornou-se o país mais poderoso da Europa. Tão poderoso que manda muito e os outros obedecem e quem não o fizer...

Quem são os países que nunca aderiram à Zona Euro? Todos sabemos e, hoje, pecebemos, que nunca confiaram na Alemanha democratrizada.

Antes de avançarmos reproduzo aqui uma citação recente [23-6-2011] e muito oportuna de André Louro de Almeida, na sua página do Facebook (aqui): «Algum economista ou académico que possa nos explicar de forma clara que tipo de DÍVIDA Portugal tem, a quem, porquê e desde quando? Se isso era previsível já em 2007? Se o problema foi de falta de competência, falta de desenvolvimento, corrupção ou inércia? É que se o racional tanto se aplicar a Portugal como aos 50 países no mundo em crise financeira séria, temos bases para conceber a situação como global, estrutural e internacional e deixar de ver Portugal como dramaticamente responsável. Portugal é guardião da Tradição Templária Joanina, a Irlanda é guardiã da Tradição Celta e a Grécia é guardiã da Tradição Egipcio-Helenica. Estes 3 países estão em processo de se tornarem sub-sectores de um imenso país financeiro chamado FMI no qual os EUA tem 17% de quota, e que reflecte claramente os interesses da comunidade da alta finança ocidental. Mas gostava de ouvir os economistas.»

Cá temos a síntese desta quadratura gigante: «um imenso país financeiro chamado FMI». Aos quais eu acrescentaria - um imenso poder das agências de rating, que apenas zelam pelos interesses americanosComo a História nos ensinou, as mudanças de ciclos dão-se em simultâneo, quando se atingem os picos. É um processo típico de Plutão que vem ser alterado por Úrano.

Outro exemplo foi o caso «Blogger» em Maio 2011. Neste caso,  Plutão era representado pelos mega empreendedores da net Google / Blogger / YouTube / Twitter /Facebook / e os grandes servidores de todo o mundo. Tinha que estourar por algum lado. Estourou pelo lado que atinge milhões e milhões de pessoas em todo o mundo: na internet. Na prática deve-se interpretar como o «poder moderno» [Plutão] sendo confrontado com a «voz de Deus» [Úrano].

Se estivermos atentos a outras notícias do mundo, percebemos que há um «grande plano» em acção significativo desta quadratura. Recordemos apenas estes casos 'inesperados' muito recentes: os EUA mataram Bin Laden e em retaliação, a Al-Kaeda, provocou o ataque bombista que matou 80 pessoas no Paquistão. Nesta quadratura, é sempre o «poder» [Plutão] a ser confrontado. Por exemplo: o «poderoso» Bin Laden, senhor da Al-Kaeda (sobrevieu a 10 anos de intensas buscas) foi confrontado e... foi abatido. O «poderoso» e atómico Paquistão, na prática, hospedeiro de Bin Laden e sua organização, foi confrontado dentro das suas fronteiras pela Al-Kaeda, a quem dava abrigo escondido e camuflado, e os seus cidadãos foram abatidos.

Quem tiver tempo e pre-disposição, leia este artigo aqui, de 2008. Mas não é para ser lido às cegas, com um grande «amén», ok? É para reflectirmos nos acontecimentos mundiais.

Também reproduzo uma citação do livro «A Violência do Mundo» (2004) de Edgar Morin e Jean Baudrillard: «A probabilidade do triunfo absoluto do capitalismo não me parece certa ainda, mas é uma grande probabilidade. Contra ela existem, cada vez mais, forças que se levantam e que se levantarão ainda e ainda. Ora, os movimentos particularistas que apenas vêem o seu próprio problema estão muito dispersos e são, assim, incapazes de criar uma resposta mundial para um problema mundial. Hoje torna-se necessário caminhar para a busca de uma resposta ou de uma multiresposta mundial para um problema que nos diz respeito a todos (...)»

Ainda mantendo-nos em Portugal, gostaria de voltar à frase «Portugal é guardião da Tradição Templária Joanina, a Irlanda é guardiã da Tradição Celta e a Grécia é guardiã da Tradição Egipcio-Helenica» [e outros países, também] para levantar esta questão, à qual não tenho respostas: que  preparam as Hierarquias Espirituais destes países para os respectivos povos e habitantes?

Falando apenas de Portugal, será que esta quadratura levará a que o nosso país saia dessa 'coisa' chamada «Euro»? E se voltarmos à antiga moeda, o «escudo», como será a situação? Voltará aos níveis que tinha quando aderimos à zona Euro, ou seja, a moeda irá desvalorizar-se para metade? Já imaginou que hoje pode ter um salário 'simpático' de 1.500 euros, que na prática correspondem a 300.000 escudos (300 contos), mas que, de um momento para o outro, se começar a receber em «escudos» pode acontecer que o salário se desvalorize para metade? Se a ideia for reduzir os custos e os preços, será que as empresas vão aguentar esses salários? Há quem tenha muito menos e consiga viver.

Assistiremos, nos próximos anos, a um choque emocional de proporções épicas de uma só vez? Vá pensando nisso, se vive em Portugal, independentemente da sua nacionalidade. Ou nos outros países mencionados. Se isto acontecer, os mais novos, que nem fazem ideia do que é o «escudo» vão andar mesmo 'zarabatinados'. Lá se vão as Playstation último modelo por água abaixo, porque continuarão a serem importadas e pagas em euros ou dólares, devidamente cambiados em escudos. Podemos intuir que há claramente 2 fases para estes acontecimentos poderem ocorrer: de 2012 a 2017 e, depois, até 2022.

Outra questão igualmente pertinente é que podemos continuar todos na zona euro, mas com a existência de um «euro» com 2 ou 3 câmbios diferentes. Um «euro» em Portugal, Grécia, Espanha, Irlanda ou Itália não terá o mesmo valor que um «euro» na Alemanha, Holanda ou França. (ver aqui).

Tudo isto deveria merecer a nossa atenção e aplicar a nós mesmos, ao nosso interno, ao nosso poder pessoal. Ao nosso guerreiro interno. Em simultâneo, deveríamos estar atentos à vozinha que na nossa cabeça nos tenta dizer umas coisas e habitualmente, não ligamos nenhuma. 

Investiguem nos vossos mapas natais onde cai esta quadratura e aí terão algumas das crises das vossas vidas. Se quiserem aprofundar um pouco mais, poderão clicar aqui. Isto não é mais do que uma continuação muito cerrada a assuntos já mencionados em 2010, aquiaqui e aqui. Ou, em linhas gerais e com mais variedade, aqui. Também temos, recentemente, o caso da Moody's que classificou como «lixo» a dívida pública portuguesa - ler aqui.

Quem quiser entender, a nível mais esotérico ou espiritual, este assunto da crise económica global, recomendo que leiam as conferências de André Louro de Almeida, dadas em 1998, sobre a «Matriz Melquisedeque» [tema completo: aqui - aqui - aqui - aqui], a «Matriz Cristóide» e «24 Portais locais em Portugal», que se tornaram mais actuais que nunca. A actual crise global foi descrita em detalhe nestas conferências. O assunto em geral, anda à volta da desactivação dos pilares da actual civilização do nosso planeta.


Antes de terminar o assunto da quadratura de Úrano a Plutão, estou interessado em recordar os leitores esta sigla - BRICS. São as iniciais em inglês, de 5 países em franco desenvolvimento e que serão, no futuro, os manda-chuvas do planeta: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Tal como a ilustração nos mostra quase na totalidade, pois falta a zona verde da África do Sul. Quem gosta destes assuntos deveria deter-se na questão Norte - Sul. São países gigantescos.

«Há fortes indícios de que os quatro países iniciais do BRIC têm procurado formar um "clube político" ou uma "aliança", e assim convertendo o seu crescente poder económico em uma maior influência geopolítica. Em 16 de Junho de 2009, os líderes dos países do BRIC realizaram a sua primeira reunião, em Ecaterimburgo, e emitiram uma declaração apelando para o estabelecimento de uma ordem mundial multipolar. Desde então, os BRICs realizam cúpulas anuais e, em 2011, convidaram a África do Sul a se juntar ao grupo, formando o BRICS.» - Fonte: Wikipedia

O potencial económico destes países é de tal ordem que poderiam tornar-se as cinco economias dominantes do mundo até o ano 2050. Estes países mudaram os seus sistemas políticos e adoptaram o capitalismo global. Não é por acaso que eventos de magna amplitude como os Jogos Olímpicos e Campeonatos do Mundo de Futebol se realizem nestes países. Até dá a impressão que não sofrem o efeito desta quadratura entre Úrano e Plutão. Sofrem sim, mas de outro jeito, que à maneira portuguesa dizemos assim: «Quem sofre é o mexilhão»

Em todos estes países a classe média baixa adquiriu poder de consumo, a classe média alta aumentou o seu poder e os pobres continuam a ser pobres e explorados. Talvez tenham salários um pouco melhores. Quanto aos donos do «capital», ficaram ainda mais ricos. 

Esta quadratura, entre Úrano e Plutão, está e estará muito activa nos nossos mapas, nos signos cardinais: Carneiro/Áries, Câncer/Caranguejo, Libra/Balança e Capricórnio.


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Proponho a leitura do artigo «Úrano / Plutão - Uma Perspectiva Simbólica», 
de Vera Braz Mendes à luz dos símbolos sabianos.

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Ciclo Marte - Úrano

21 de março de 2013 · 3 comentários




Início do ciclo Marte-Úrano


Início do ciclo Marte -Úrano, com a conjunção em 22 Março 2013.
Clicar no mapa para aumentar e poder ver melhor.
Em Astrologia as conjunções [o encontro de 2 planetas] marcam o início de ciclos importantes. Isto é muito visível nos ciclos dos planetas mais lentos, mas este caso, teremos apenas um planeta mais lento: Marte - Úrano. Estes ciclos iniciam-se sensivelmente a cada 2 anos, excepto quando Marte fica retrógrado, que demora um pouco mais.

A 22 de Março 2013 iniciou-se mais um ciclo entre estes dois planetas, com um senão: estão em Carneiro / Áries, signo que Marte rege, portanto, tudo é mais intenso e ríspido. Há muita impulsividade no ar. Muito fogo, à solta. Aliás, basta estarmos um bocadinho atentos e percebemos à nossa volta e nas notícias televisivas como este fogo está solto, por aí. 

Marte simboliza a nossa energia pessoal e é basicamente, agressivo. Úrano deseja o que é novo, aquilo que ainda não foi experimentado, além de se revelar como sendo aquilo que aparece de súbito, sendo também muito conhecido como «a voz de Deus».

Há uma subtileza a ter em conta nestes ciclos Marte - Úrano - o signo do início do ciclo. É sempre muito intenso, mas varia de intensidade, dependendo dos signos em que os planetas se encontram. Antes deste ciclo com início a 22 Março 2013 em Carneiro / Áries, os ciclos anteriores foram em Peixes, nos anos 2007, 2009 e 2011. Em Carneiro, além deste ciclo, os próximos serão em 2015, 2017 e 2019. A seguir será a vez de Touro, em 2021, 2024, etc. Percebe-se que isto está ligado à permanência de Úrano em cada signo.

Há um assunto que não abordarei, por total desconhecimento da minha parte: a astrologia financeira. Parece que as bolsas, investimentos financeiros e todos os negócios financeiros são particularmente sensíveis a este ciclo Marte - Úrano. Tenho lido relatórios astrológicos financeiros que apontam nesse sentido. Como nunca investi na bolsa, nunca fui exposto, enquanto astrólogo, a estas análises. Deixo isso para quem sabe e, sobretudo para quem sabe acompanhar as bolsas internacionais, o que não é, de todo, o meu caso. De que me vale perceber, por exemplo, que poderemos estar sob uma semi-quadratura entre os dois planetas, se não sei acompanhar nada referente às bolsas? Não vale de nada. Assim, o melhor é ficar quietinho e deixar o assunto para quem sabe.


Quando Marte em trânsito faz aspectos tensos com os planetas mais exteriores, Úrano, Saturno, Neptuno e Plutão, as condições ficam desafiantes, mas tornam-se momentos especialmente difíceis quando esses aspectos são com Úrano. No caso, as conjunções, quadraturas, semi-quadraturas e oposições. A maior dificuldade reside na capacidade de concentração, por isso, ser muito fácil a pessoa atingir momentos mais impulsivos, quase que a partir do nada. São tempos em que reclamamos mais. Se for só isto, não haverá grandes problemas. É fácil aconselhar: não agir de forma precipitada e impulsiva, dar às suas ideias tempo para aquecerem, ferverem e arrefecerem um bocado e parar para pensar se não há uma maneira melhor de fazer as coisas. Mas uma coisa é aconselharmos e outra, bem diferente, é a pessoa conseguir controlar aquilo que cresce dentro dela e tem mesmo que vir cá para fora.

Saber respirar bem, ou fazer exercícios de respiração, ajuda muito a não nos deixarmos dominar por este ciclo tão violento, em termos energéticos.

Estes trânsitos são a época ideal para se fazerem aquelas coisas menos exigentes mas que ajudam à nossa capacidade de concentração: ouvir música, 'limpar' os mp3, fazer uma arrumação (não deite fora papéis importantes!), ir ao ginásio, andar de bicicleta e, sobretudo não gritar com os filhos e com os netos.

Os planetas no céu movimentam-se com uma precisão elegante, facilmente constatável pelas efemérides. Estes ciclos de Marte são, em meu entender, pequenos ciclos (cerca de 2 anos) em comparação com os grandes ciclos, como por exemplo Saturno - Plutão ou Úrano - Plutão. O melhor mesmo é concentramo-nos nestes pequenos movimentos.

É o momento para tomarmos muito cuidado e todas as precauções possíveis, pois quando se inicia um ciclo, em conjunção [e mais tarde, durante o ciclo, também com as quadraturas, semi-quadraturas e oposição], estamos claramente naquilo que se poderia chamar de «área do acidente». Sabem, aquela cena nada boa, quando vamos na estrada e passamos por um acidente em que a polícia e os bombeiros já delimitaram a área com aquelas faixas fluorescentes amarelas ou verdes... Ali dentro, é a «área do acidente», tal como no nosso caso de conjunções, quadraturas semi-quadraturas e oposições entre Marte e Úrano. São «áreas do acidente» com um sentido bem mais agudo: todo o chão está inundado com o combustível dos carros acidentados. Basta acender-se um fósforo... Percebe agora porque escolhi estas duas ilustrações com fósforos? É esse o sentido do perigo deste ciclo. Porque somos nós quem atira o fósforo aceso para o combustível.

Nunca fiz isto de atirar um fósforo para cima de um combustível violento como a gasolina, mas tenho a cabeça povoada com imagens de filmes em que isso é uma cena marcante. Sem dúvida, uma enorme tentação. :)

Em cada recanto da «área do acidente» poderá haver voltas e reviravoltas do destino. Zangas, fúrias, raiva que se liberta, a dor que se solta, argumentos que não servem para nada. O melhor mesmo é colocarmos um sinal de intenso perigo, porque, com a intensificação do tempo de trânsito planetário, podemos entrar em áreas muito delicadas de nós mesmos: a impaciência, a ilusão, a perda da razão, um aumentar do egoísmo e aqui temos os ingredientes para uma explosão. É sempre o potencial de um desastre (pessoal) com os seus triunfos e fracasso.

Um pouco sobre as conjunções no
ciclo Marte - Úrano [início do ciclo] - ver aqui

Apesar do aspecto partil [exacto] só ocorrer no dia 22 Março 2013, na verdade a conjunção começou uns dias antes, por volta do dia 12 Marco e permanecerá activo até os planeta estarem afastados 8º

Como esta conjunção será em Carneiro / Áries esta energia será enorme, de alta voltagem. E é uma conjunção em que Marte estará mais forte que Úrano, pois encontra-se em muita dignidade, no signo do qual é regente natural. Por isso, há que contar com focos de violência. 

Também haverá tendência a todo o tipo de excessos de velocidade e problemas nas estradas. Outro tipo de acidentes também estão no ar, sobretudo os que envolvem instrumentos cortantes. Não é propício a cirurgias marcadas com antecedência. Já bastará o que for inesperado.

Não acrescento mais porque acima já ficaram descrições mais que suficientes para entendermos a natureza desta conjunção.

É para aprendermos a ter paciência e a exercer uma apertada vigilância no nosso sistema emocional. Tem que ser controlado para não incorrer em grandes disparates.





Um pouco sobre o sextil, semi-sextil e trígono no ciclo Marte - Úrano


1º sextil do ciclo Marte - Úrano.
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São momentos favoráveis a toda a actividade criativa ou original. Podem surgir insuspeitas capacidades criativas. A vida profissional e dos negócios costuma decorrer sem grandes incidentes, pois há sempre que ter em conta o mapa natal das pessoas ou da empresas.

Vive-se uma atitude mais independente, e com pouca paciência para se submeter a regras demasiado rígidas.

Procure conhecer novas pessoas e novas oportunidades. Estabeleça contactos. Apresente-se ao mundo. Não tenha receio, não se feche.

Obviamente que é necessário dar atenção às naturezas específicas dos 3 aspectos: sextil, semi-sextil e trígono, mas a base é igual para todos.


Um pouco sobre a quadratura, semi-quadratura 
e oposições no ciclo Marte - Úrano

1ª quadratura do ciclo Marte - Úrano.
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Este um movimento que se insere na ideia que transmiti acima sobre a «área do acidente». Condições novas e inesperadas podem fazer surgir tensões e estados nervosos. Quase sempre estamos perante situações de inquietude e impulsividade devido a um intenso desejo de independência ou de estar liberto de qualquer responsabilidade e preocupações.

Desacordos e brigas surgem do nada. Sobretudo com pessoas que se conhece há muito tempo. Quando bem analisado, é frequente perceber-se que o 'eu' da pessoa foi agredido, mesmo que involuntariamente. E reage em conformidade. Um bom trabalho astrológico ou psicoterapeuta, certamente serão muito úteis, assim como a utilização de florais adequados.

Há uma predisposição para acidentes, queimaduras e problemas com fogos, com a electricidade ou com motores. Há claramente indícios de temeridade por parte das pessoas. A pessoa tem consciência disto? Duvido que tenha. Mas varia de pessoa para pessoa.

Pessoas com egos muito fortes e cuja espiritualidade possa estar muito baixa, é frequente perceber-se que estas pessoas são confrontadas nestes períodos com possíveis sérios acidentes. É aqui que se percebe que a «Voz de Deus» [não me refiro a nenhuma religião] não é ouvida pela pessoa. É todo um símbolo que o astrólogo deve investigar em consulta com os seus clientes.

Se o leitor acredita que as energias podem ser alteradas [transmutadas] para melhor, este trânsito é ideal para tentarmos perceber que vale mesmo a pena introduzirmos essas mudanças em nós. Para encontrar uma serenidade interior que possa resistir a estas situações de quadraturas, semi-quadraturas e oposições.

O astrólogo saberá diferenciar as subtilezas entre estes aspectos.

A oposição no ciclo Marte - Úrano

Única oposição do ciclo Marte - Úrano.
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Este outro dos movimentos que se inserem na ideia que transmiti acima sobre a «área do acidente».

Os próximos ciclos de Marte - Úrano

Com início em Carneiro/Áries]

11-3-2015
27-2-2017
13-2-2019

Com início em Touro

20-01-2021
15-7-2024


O novo ciclo, em 2015, ainda em Carneiro
E assim começa novo ciclo Marte - Úrano,
com a conjunção.

Clicar no mapa para aumentar e poder ver melhor.


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Vamos aproveitar o divórcio de Tom Cruise e Katie Holmes para falarmos um pouco da crise dos 7 anos?

30 de junho de 2012 · 2 comentários



Como todos sabemos, o «casamento» é um assunto ultra valorizado pelos ocidentais, sobretudo os oriundos das culturas judaico-cristãs. Tem o valor que tem, é bastante importante, as pessoas foram treinadas para balizarem as suas vidas com a data de casamento, mas em termos de «vida astrológica» vale quase nada. Explico-me melhor.

Por razões que seria fastidioso explicar aqui, creio que toda a gente sabe que as nossas vidas passam por ciclos completos de 7 anos, múltiplos de 7 [14, 21, 28, etc.] e metade de 7 [3,5 anos]. São os famosos trânsitos de Saturno e Úrano. No entanto, quando recebo em consulta, crises de casais, obviamente que faço uma pergunta simples, do género «Estão juntos há quanto tempo?». Em 99,99% das repostas é, mais ou menos, esta: «Estamos casados há x anos.». Sempre, mas sempre mesmo, que se queira analisar os ciclos dessa pessoa, a resposta nunca bate certa, porque a maioria das pessoas não valoriza os anos anteriores ao casamento. Quando, nas consultas, lhes explico isto e que me digam há quanto tempo estão juntos, desde o momento que iniciaram a relação, aí sim, os números batem certo.

Vou usar o caso ainda quentinho de Tom Cruise e Katie Holmes e a mim não me interessa para nada as razões que eles invocam para o divórcio. Isso é assunto dos egos. Vamos só fazer contas astrológicas, está bem?

Os dois actores começaram a namorar em 2005, e casaram-se em 2006. Para aquilo que estamos a tratar, não nos interessa para nada o lado cor-de-rosa de toda essa história de bilionários: americanos a casarem-se num castelo, iltaliano, com aviões fretados para trazerem os convidados, hotéis de luxo, etc. Isso já acabou e hoje estão às avessas.

Estamos em 2012, certo? Se fizémos as contas só a partir do casamento [2006], o resultado seria 6 anos. O que não é ciclo nenhum. Mas como estavam juntos desde 2005, aí sim, completaram 1 ciclo de 7 anos.

Consegui passar a mensagem?

Façam contas desde o momento em que iniciaram a «história».

Tom Cruise faz 50 anos no próximo dia 2 Julho. Outro ciclo importante: o de Quíron.

Se quiserem afinar a história e investigarem por vossa conta: Katie Holmes meteu os papéis de divório no dia 28 Junho 2012 em Nova York.

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Ciclo Marte - Saturno, a 15 Agosto 2012

6 de junho de 2012 · 2 comentários

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Em Astrologia Mundial as conjunções [o encontro de 2 planetas] marcam o início de ciclos importantes. Isto é muito visível nos ciclos dos planetas mais lentos, mas este caso, de Marte - Saturno, é paradigmático e especial, pois trata-se dos 2 planetas mais tensos da Astrologia Tradicional, ao ponto de serem chamados de «maléficos». Os ciclos iniciam-se sensivelmente a cada 2 anos.

Sabemos, de ciclos anteriores, que o ciclo de Marte-Saturno corresponde a situações que trazem «ataques» (Marte) ao corpo (Saturno) ou a energia (Marte) ser colocada para estruturar o quadro (Saturno) geral da vida.

O ciclo Marte-Saturno é o ciclo das grandes guerras, dos golpes militares, dos atentados, mortes e desastres naturais. Tem analogia com a violência e a criminalidade e provoca maremotos, terremotos, erupções vulcânicas, mas também queda de pontes e edifícios, acidentes graves, ameaças à democracia. Estarão em evidência os assuntos do petróleo e demais combustíveis. E as bolsas, também.

É importante lembramos que estamos a tratar de Astrologia Mundial, por isso estes acontecimentos não são globais, mas sim sectoriais, sobretudo nos países e regiões do globo, para onde estiver apontado o Meio-do-Céu e o Fundo-do-Céu. Dá trabalho procurar este tipo de acertos, mas quem o quiser fazer verificará que nos 3 meses a seguir à conjução (início do ciclo), aí irão verificar-se ocorrências. 

A grande superposição de aspectos negativos e difíceis que se inicia agora, faz-me deduzir que o ano não terminará muito bem para certas zonas do planeta. Teremos seguramente um outro grande conflito de proporções importantes e que será causa de vários transtornos a nível mundial.

Oxalá eu esteja tremendamente equivocado nesta leitura. Mas não sou só eu a pensar assim...

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Cliclo Júpiter - Saturno

7 de outubro de 2011 · 7 comentários

Reprodução do gráfico das conjunções entre Júpiter e Saturno no céu,
feito por Joahannes Kepler, no século XVI. Daqui.
Para que não haja equívocos por parte do leitor, este ciclo entre Júpiter – Saturno é apresentado sob o mapa do céu (também conhecido por trânsitos) e não deve ser transposto ao mapa natal de cada um de nós, de forma automática, sendo necessário analisar com todo o cuidado o que ocorre no mapa de cada pessoa.

Como é um texto dedicado a quem estuda astrologia, não me coibirei de apresentar aspectos mais técnicos, deixando a interpretação para um fase mais adiantada do artigo.



Júpiter tem uma deslocação diária de aproximadamente 13'-15', excepto quando está retrógrado ou em alteração de movimento, o que acontece uma vez por ano, durante cerca de 4 meses. Demora cerca de 12 anos a completar a volta ao zodíaco, aproximadamente 1 ano por signo. A sua energia básica pertence a Sagitário, sendo co-regente de Peixes, tendo como Casas associadas a 9ª e a 12ª. As suas funções fundamentais são: crescimento, expansão, ascensão, abrangência, abundância, integração social, fé, optimismo, confiança.



Saturno, é mais lento e a sua deslocação diária é cerca de 7', excepto quando está retrógrado ou em alteração de movimento, o que acontece uma vez por ano, durante cerca de 5 meses. Demora cerca de 29 e 30 anos para completar uma deslocação ao longo do zodíaco, fazendo com que permaneça uma média de 2 anos e meio em cada signo. É regente do signo Capricórnio e co-regente de Aquário e tem como Casas associadas a 10ª e a 11ª. As suas funções fundamentais são: delimitação, fronteira, diferenciação, selectividade, contracção, contenção, auto-controlo, realismo, amadurecimento, inserção social (como Júpiter, mas com um sentido mais hierárquico e estrutural — baseado no respeito e na adequação às regras e aos valores instituídos), superego, sombra (sentido junguiano), cristalização e materialização, medo e sentimento de culpa, vergonha.
Conjunção em Maio 2000

Apesar de Júpiter ter maior velocidade na sua órbita, este ciclo dura cerca de 20 anos. O ciclo presente, no qual estamos inseridos teve início no ano 2000, em Maio. Os ciclos precedentes ocorreram em 1960, 1980 e o próximo será em 2020.

Este encontro celestial deixa marcas de reestruturação importantes e novas tendências. Antes das descobertas dos planetas exteriores (Úrano, Neptuno e Plutão), os astrólogos contaram com a conjunção Júpiter-Saturno para fazerem previsões sobre o destino das nações e governantes.

Estas conjunções ocorreram em signos de Terra durante quase 200 anos. No entanto, a conjunção Júpiter-Saturno de 1980 foi num signo de ar (Libra/Balança). Em 2000, voltou para um signo de Terra (Touro). A conjunção Júpiter-Saturno voltará para um signo de ar em 2020 (em Aquário) e permanecerá em signos de ar durante a maior parte dos dois séculos seguintes. Mais abaixo apresento um gráfico com todas as conjunções e inúmeras datas para os leitores poderem pensar com maior amplitude.

Isto para vos dizer que se quisermos acompanhar o andamento da nossa civilização, para além deste relativamente curto ciclo de 20 anos, temos que considerar os ciclos de 200 anos em cada um dos 4 elementos, perfazendo um mega-ciclo de 800 anos para a totalidade do zodíaco.



Muitas das mudanças perturbadoras que estão ocorrendo no mundo de hoje não podem ser ligadas apenas à conjunção Júpiter-Saturno, mas sim, à sua transição do elemento Terra para o elemento Ar.

Os vinte anos do ciclo Júpiter-Saturno de conjunção a conjunção, continua sendo um das mais antigas e melhores maneiras de prever a mudança social generalizada. Entretanto, tornou-se popular usar os trânsitos dos planetas exteriores Úrano, Neptuno e especialmente Plutão como lentes para ver a transformação social de forma mais ampla.

O ciclo de 20 anos de Júpiter e Saturno pode parecer pouco limpo e arrumado para a nossa era difusa, mas quando aplicado às nações, o ciclo Júpiter-Saturno pode dar ideias surpreendentes e produzir previsões precisas.

Mas igualmente importante é o que este ciclo representa no ser humano individual: a construção constante da Arquitectura do Ser. Não é em vão que vivemos em média 4 a 5 destes ciclos ao longo da nossa vida.

A primeira metade do ciclo Júpiter-Saturno, que corresponde a um  período de 10 anos, entre a conjunção e a oposição pode-se dizer que assistimos à dissolução de algo que nos é próximo, travando-se uma intensa acção de ascensão. A segunda metade deste ciclo Júpiter-Saturno é o desvendar, o movimento em direcção à entropia, culminando em uma nova conjunção e o início de um novo ciclo.

Vamos olhar com alguma brevidade o exemplo do ciclo de 20 anos que começou em 1980. É fundamental termos presente que a conjunção de 1980 foi num elemento Ar, concretamente em Libra/Balança, o signo dos relacionamentos. 

Júpiter e Saturno em oposição, em Setembro 1989, a quando da queda do muro de Berlim 

Que aconteceu no mundo com este ciclo iniciado num signo de relacionamentos? Deu-se, sobretudo, um suavizar das relações entre as nações e os equilíbrios do poder. Durante os anos 80, este ciclo (e outros factores astrológicos, claro!) «dissolveu» a chamada Guerra Fria, assistindo-se à decadência do comunismo e uma maior abertura nos relacionamentos entre as nações e os povos. A União Soviética colapsou e deu lugar a numerosos países.

Entretanto, nos anos anteriores, as duas grandes superpotências - URSS e EUA -, procuravam alinhamentos e acumularam um intenso poder em todo o género de armas. Quando Júpiter e Saturno, no seu ciclo, fizeram a oposição, em 1989, o que era «velho» e «estagnado» teve que ceder: assistimos à dissolução do antigo império soviético socialista e, naturalmente o realinhamento de várias nações. Em 1980 quem poderia pensar que a Polónia passaria a ser um aliado próximo aos EUA?

Na segunda metade deste ciclo de 1980, mais concretamente nos anos 90, foi a vez de Saturno aplicar as suas regras e leis e reorganizar todo o bloco europeu.


GRÁFICO DAS CONJUNÇÕES DE JÚPITER - SATURNO
AO LONGO DOS 4 ELEMENTOS
Reprodução do gráfico das conjunções entre Júpiter e Saturno no céu,
feito por Joahannes Kepler, no século XVI. Daqui.
O gráfico abaixo aparenta um ciclo uniforme das conjunções.
Na verdade, estes ciclos não são tão uniformes, como o diagrama aparenta ser,
pois devemos ter presente que as suas órbitas são elípticas e isso altera o andamento dos planetas.


NOTA: Este ciclo dura cerca de 800 anos. As conjunções Júpiter-Saturno ocorrem a cada 20 anos e eles ficam no mesmo elemento - Ar, Terra, Água ou Fogo - entre 160 a 200 anos. O ciclo de signos de Terra começou em 1802 em Virgem e completado com a última conjunção em Touro em Maio 2000. A conjunção próxima irá ocorrer em Aquário (Elemento Ar) em Dezembro de 2020. Assim, todo o ciclo através de todos os elementos tem a duração de cerca de 40 conjunções e leva cerca de 800 anos a percorrer todos os Elementos. Em 2040 a conjunção será em Libra/Balança (21). Em 2060, em Gémeos (22). Em 2080, Aquário (23). Em 2100 em Libra/Balança (24). Em 2120 em Gémeos (25). Em 2140 em Aquário (26). E por aí fora... A primeira conjunção no Elemento Água será em 2240, no signo Câncer/Caranguejo. E assim será durante cerca de 200 anos. O novo ciclo de 800 anos, com início no Elemento Fogo, terá início em 2420, no signo Áries/Carneiro.

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Podemos falar de sexo, romance, afectos e emoções?

21 de setembro de 2011 · 14 comentários


Antes de mais nada: escolhi esse título para chamar a tua atenção. Porque aquilo que a seguir vais ler trata de vários temas para além daqueles do título: sexo, romance, afectos e emoções. Porque hoje tentarei comentar aqui os encontros entre Vénus e Marte. Desde Julho que eu não escrevia nenhum artigo de fundo e, por isso, sinto que estou emperrado.

Os «ciclos» têm sempre início nas conjunções [ângulo a zero grau], dos planetas, desenvolvendo-se ao longo do tempo que faz a sua órbita ao redor Sol, até à próxima conjunção, em que se inicia novo ciclo.

O ciclo «Marte-Vénus» dura 23 meses, pois Marte desloca-se aproximadamente 50' por dia, excepto quando está retrógrado, o que acontece 1 vez em cada 26 meses e dura cerca de 80 dias. Em média, Marte permanece cerca de 2 meses em cada signo, podendo prolongar esta estadia até 7 meses, quando faz a sua retrogradação. Estou a falar de Marte em trânsito fazendo aspectos à Vénus natal.

O ciclo «Vénus-Marte» tem a duração aproximada de 1 ano, pois Vénus desloca-se à volta do Sol à razão de 1º por dia, excepto quando fica retrógrado e estacionário. Faz a sua retrogradação a cada 16 meses, durando aproximadamente 40 dias. Estou a falar de Vénus em trânsito fazendo aspectos a Marte natal.

Portanto, podemos dizer que em média há 2 ciclos «Vénus-Marte» dentro de apenas 1 ciclo «Marte-Vénus». Com toda esta linguagem mais técnica, o que quero dizer é que Marte e Vénus (em ambos os ciclos) estão continuamente a se encontrarem, algumas vezes de forma doce e sedutora e outras, de forma mais áspera e agressiva ou possessiva.

Ambos os trânsitos são bastantes similares, com várias nuances, próprias de cada planeta. O trânsito de Vénus, quando directo, é bastante rápido, e os seus efeitos duram entre 3 a 6 dias. Em contrapartida, o trânsito de Marte é mais lento e pode funcionar durante 2 semanas.

Qualquer trânsito, numa conjunção, favorece novos começos. Como estamos a falar de Vénus e Marte, num período de 2 anos, parecem acontecer 3 novos começos na área dos afectos, do sexo e das emoções fortes e sentimentos amorosos. É por isso que a monogamia foi uma invenção criada pelos humanos, porque se estes fossem deixados à vontade, teriam dentro do possível, vários parceiros/as. E, muitos, fazem-no, mais ou menos às escondidas. Em termos sociais a «família» tem um valor social superior ao íntimo de cada um. Não me compete desenvolver aqui esta questão da «família». 

Modernamente, com a aceitação legal do divórcio, as pessoas já podem dar maior vazão aos seus estados mais anímicos. Por isso, é normal encontrarmos vários tipos de famílias: filhos com mães ou pais comuns a conviverem muito bem com os filhos de outras relações dos seus pais.

O ciclo «Vénus-Marte» pode trazer o desejo interno de exercer actividades dinâmicas de cariz artístico ou, então, a vontade expressa  e mais comum de concretizar uma relação romântica. É frequente, quando passam por uma oposição que se verifiquem rupturas daquilo que já está mais cansado e gasto.

Este ciclo de Vénus introduz na pessoa a vontade de expressar mais impulsivamente a manifestação dos afectos, despertando uma forte vontade sexual. É o lado mais «natural» do ser humano a funcionar. 

Acontecem repentinos «ataques de amor» ou, frequentemente, haver brigas e discussões entre pessoas que hipoteticamente se amam, ou pelo menos, que estejam a viver uma relação. Depois, frequentemente, fazem as «pazes», com toda a carga sexual que esta situação acarreta. É bom que saibam aproveitar estes calores momentâneos.

Nos tempos actuais, tudo isto é acompanhado de grandes frustrações. Então, se o casal está no início de uma relação, o mais certo é um deles não saber se «namora» com o outro. A crise é maior do lado feminino. Quer em consultas ou por email estão sempre a perguntar-me quando é que lhes vai aparecer o «tal». Com tais níveis de ansiedade, o mais certo é não «aparecer» ninguém.

Quando é Marte a fazer a conjunção a Vénus todas estas situações ficam mais crispadas, muito mais intensas.

Estes dois ciclos estão intimamente ligados à relação sexual, apesar dos assuntos sociais exigirem igual atenção. Nas grandes cidades estes assuntos são resolvidos com rapidez com os amantes a irem para motéis ou hotéis especializados em encontros amorosos, fazendo que ambos cheguem a casa, e não exijam nada de especial dos seus conjugues ou companheiros.

Se conhece bem o seu mapa, tente confirmar estes trânsitos em que dá maior atenção ao que veste, à aparência, às emoções, perfeitamente preparados/as para despertarem o interesse dos outros. Sentem-se atraentes e estão mais propícios a aventuras românticas ou escapadelas sexuais. A classe média americana que vive nos subúrbios das grandes cidades (antes da crise) tinha o bom hábito de deixarem os filhos, apenas uma noite, com pessoas de família e alugavam um quarto de hotel por apenas uma noite com direito a champanhe. Reenergizavam-se assim.

Estes trânsitos trazem a vontade da pessoa se sentir bem, sair, jantar fora, ir a discotecas, dançar... 

Quando é Marte a fazer a conjunção as coisas podem ficar mais afiadas, dependendo muito do signo em que se encontrar. Uma certa agressividade no ar, havendo a possibilidade de discórdias, se as demandadas energéticas não forem satisfeitas. A energia sexual é mais forte e existe um desejo mais premente de fazer sexo, modernamente encapotado com «fazer amor», como se isso existisse nessa área. Mesmo que não haja carinho, afectos ou romance.

Uma dica: quando Marte está lento no seu movimento, pode significar o início de uma relação amorosa que durará algum tempo, ainda que não completamente feliz. Porque, obviamente, são relacionamentos baseados na acção sexual. E esta atracção, sem amor, tende a extinguir-se.

A prática de desportos é benéfica pela forma como reequilibra as energias contidas de natureza sexual.

Imagine o que será este ciclo quando atingem a quadratura e a oposição. O desejo sexual intensifica-se, aparecendo também a agressividade, a compulsão, a impaciência. Se o casal de companheiros estiver a passar por alguma dificuldade, será nestes trânsitos que se sentirão os seus efeitos. Se no casal, as coisas estiverem normalizadas, não passará de uma pequena tempestade. Relações iniciadas numa destas quadraturas, habitualmente, não têm futuro. Cuidado com os ciúmes, pois não esqueçamos que Marte rege dois signos: Áries/Carneiro e Escorpião e Vénus também é regente de dois signos: Touro e Libra/Balança. É muita energia junta.

Querem deixar as vossas opiniões? Agradecido

Clique aqui para conhecer as característica sgerais de Vénus e Marte em cada um dos 12 signos.

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Quíron e a iniciação da alma - e a crise dos 50 anos

6 de setembro de 2010 · 33 comentários

Sendo Úrano o planeta regente da astrologia, no entanto, é
Quíron quem rege o astrólogo e todos os terapeutas.

Este texto foi escrito e publicado por mim a 10 de Maio de 2007 no site «Escola de Astrologia Nova-Lis», entrando agora, pela primeira vez, no 'Cova do Urso'. Leia com calma e passe bem!

Quíron é um pequeno astro descoberto em 1977 por Charles Kowal, cuja órbita ocorre entre Saturno e Úrano sendo muito irregular. Para completar uma deslocação ao longo do zodíaco demora cerca de 50 anos e, atendendo à irregularidade da sua órbita à volta do Sol, a sua passagem por cada signo varia entre 1 ano e meio quando passa por Balança, a 8 ¾ anos quando atravessa o signo oposto, Carneiro.

Sente-se que existe alguma dificuldade em analisar este astro. Há pouca bibliografia, comparada com os restantes planetas. Aprendemos em astrologia que Quíron nos fala de uma ferida [física, material, psicológica ou mental] algumas vezes provocada por acidente, por distracção, por algo irrazoável ou que nunca é esperado, introduzindo, desse modo, o tema do sacrifício na vida da própria pessoa: na sua «mortalidade», na sua projecção mundana, na sua saúde, na sua vida material, etc.

Também se aprende que Quíron representa um passo importante na descoberta das fragilidades, desajustamentos e incoerências humanas, através da compreensão da inutilidade de se lutar contra ou fugir daquilo que é a nossa realidade e essência mais básicas.

É por ser insolúvel a dor sentida, que Quíron obriga ao caminho em direcção à mestria das energias humanas; é por estar compulsivamente presente que Quíron não permite que se desligue ou se abandone o caminho traçado; é por não parecer ter explicação ou justificação que o sofrimento se torna dificilmente esquecido.

Para além destas formas de nos analisarmos, procuro ter, igualmente, um outro olhar sobre Quíron:


Quando, em meditação, deixamos a terra e subimos ao céu.



Em minha opinião, é o astro do Zodíaco que mais perto trata de nos encaminhar para o mundo espiritual. A sua localização no mapa natal representa onde nos sentimos frustrados. Tal como Plutão é a resistência e Saturno a aprendizagem, Quíron é a nossa frustração. A frustração de não podermos resolver na matéria a nossa missão espiritual, de não estarmos a fazer o que a nossa alma pede. Quíron, no nosso mapa, existe para nos obrigar a sermos nós próprios, e como habitualmente não o conseguimos, daí surgir a frustração nas nossas vidas. Quíron é o planeta do como fazer.

Muitos de nós agimos pela razão errada, pois as escolhas feitas no passado, habitualmente, não foram as melhores ou as mais apropriadas. Por exemplo, tira-se um curso de informática porque pensamos que vai dar dinheiro, quando o sonho secreto seria ser veterinário, mecânico ou ter outra actividade. Nunca existiu uma época como a que atravessamos - e falando apenas do que conheço -, nunca tanta gente se sentiu tão desajustada e infeliz com as suas vidas.

Este Quíron espiritual, pode funcionar com bastante severidade, pois sendo o planeta do como fazer, pretende que concretizemos; está sempre pronto a avisar-nos: “tu não és o teu corpo, tu és a tua alma temporariamente no teu corpo”.

Antes de avançarmos com maior especificidade sobre Quíron, tentemos analisar, com algum pormenor os grandes ciclos astrológicos do ser humano. Entre os grandes ciclos escolho 3, como sendo extremamente marcantes na nossa vida adulta.


Energia espiralante através dos quatro planos.

[Esta ilustração pertence ao livro 'Quíron',
de Barbara Hand Clow. Aqui e aqui.]




Olhando para a ilustração, de baixo para cima, encontramos o primeiro trânsito deveras significativo e que vivemos intensamente – o primeiro retorno de Saturno (clicar). Retorno é quando um planeta em trânsito, dando a volta completa ao redor do Sol, “retorna” ao ponto de origem que tem no mapa natal de cada um de nós. Este retorno de Saturno dá-se por volta dos nossos 29 a 30 anos. É o trânsito que trata, sobretudo, de deixar para trás as questões mais ligadas ao nosso corpo físico. Em todo este tempo, desde o nascimento, passamos pelo crescimento físico do nosso corpo. É a aprendizagem para conhecermos o mundo mais físico e avançarmos na nossa evolução. Nessa idade, aos 29/30, já nos encontramos numa fase da vida em que sabemos algumas coisas e andamos muito ocupados na concretização dos desejos mais comuns: casamento, filhos, casa, emprego, etc. Os jovens neste ciclo podem passar por momentos de muita angústia, debatendo-se com estes e outros dilemas. É o primeiro grande ciclo do ser humano. É quando se dá o início do trabalho mais ligado ao corpo emocional ou astral. E são poucos os que compreendem esta questão, pois estão muito ocupados com as suas carreiras.

Continuando a olhar para a ilustração acima, a seguir temos o trânsito conhecido como Úrano em trânsito em oposição Urano natal (clicar). Oposição é quando um planeta em trânsito, na sua volta ao redor do Sol, atinge metade do seu caminho ficando oposto ao ponto de origem que tem no mapa natal de cada um de nós. Ocorre entre os 39 e 42 anos, consoante os mapas. Entre os 30 e os 40 as questões do corpo emocional deveriam ficar bem trabalhadas, para se prosseguir com a fase seguinte, a ligada ao corpo mental. Sendo Úrano a oitava superior de Mercúrio [o planeta da mente] somos convidados a mudar a maneira de pensar, a nossa maneira de aprender as coisas; aqui atingimos o meio da idade do Homem. Se a média de idade do ser humano ronda os 80 anos, é normal que se considere os 40, como o meio da idade do Homem. É nesta oposição de Úrano, quando se pede uma maior ligação ao cosmos, ao universo. Esse Úrano, regente de Aquário, representando “a voz de Deus”, faz-se ouvir com intensidade. E deveria dar-se uma profunda alteração na vida. Cumpre-se assim um grande ciclo do ser humano. Os propósitos anteriores associados ao corpo físico (juventude) e corpo emocional (harmonia interna) deveriam estar resolvidos. É o início do trabalho para uma mais íntima ligação com o nosso corpo mental.

Ao chegamos aos 50 anos atingimos a maturidade adulta. Entre os 49/51, temos o retorno de Quíron. Os assuntos dos corpos físico, emocional e mental, já deveriam estar bastante bem resolvidos, para agora se processar um contacto em maior plenitude com a alma. Esse contacto com a alma existe desde que nascemos. Mas esta é a fase da plenitude. A iniciação deveria estar a atingir um ponto de contacto com as Hierarquias. O trânsito é profundamente espiritual, e por o ser, é vivenciado com o corpo, sendo no dia-a-dia que aprendemos os trânsitos deste astro. Enquanto Quíron não tiver feito conjunção a ele próprio, o processo Kundalini pode não estar terminado.

É onde Quíron se encontra, no signo e na casa, que nós podemos ser úteis a nós mesmos, curando as nossas feridas internas e se com isso também ajudamos os outros, é muito bom. Mas não desatem a querer ser terapeutas porque julgam possuir um 'dom' qualquer. Não é terapeuta quem quer. No entanto, o pintor, com os seus quadros, ajuda na cura dos outros. Se eu te sigo no Facebook e gosto dos vídeos que me mostras, estás a ajudar na minha curar, sem que o saibas. Poderia dar milhares de outros exemplos, de ajuda aos outros, sem sermos terapeutas. Mas, em simultâneo, tens que te ajudar a ti próprio. Tá?

Quiron e a kundalini estão intimamente associados. É a ferida e a cura, o bloqueio e o potencial. É onde Quíron se encontra no mapa natal, que cada um tem o que de melhor possui, pois é aí onde se “esconde” a sua verdadeira essência. É o nosso Ser espiritual.


Por isso, Quíron reflecte a nossa frustração. A frustração de não conseguirmos ser quem somos ao mais alto nível espiritual. É a frustração que trazemos através dos tempos, os anseios do Ser Primordial, independente das várias encarnações e dos vários corpos e vidas que essas encarnações propuseram. Esse Ser, com ideais próprios, tinha que se confrontar com a personalidade e o ego de cada uma das encarnações, e com o carma que esses egos iam acumulando nessas encarnações. Foi assim que esse Ser espiritual foi ficando mais longe de se ver completo, de exercer em toda a sua plenitude. Agora, os tempos são diferentes e tens uma oportunidade de te reaproximares do teu Ser espiritual.

É na primeira quadratura de Quíron que a energia kundalini sobe, ou tenta subir, mas nesta sociedade ocidental, pela cultura praticada, não deixamos que essa energia suba. O propósito de Quíron é perfurar a matéria, não para estarmos desligados desta, mas para estabelecermos a ligação com os planos superiores. Como a Terra possui um véu, é necessário furar, para claramente sentirmos que estamos a viver acompanhados do nosso Eu, da nossa consciência, pelas entidades e comitivas. Apesar de estamos sempre acompanhados, infelizmente, a maior parte das vezes não temos consciência disso. Nós, com a ajuda desta perfuração kundalínica de Quíron podemos adquirir essa consciência maior.

O movimento deste planeta é tão irregular que a primeira quadratura de Quiron a ele mesmo pode dar-se entre os 5 anos e meio e os 24 anos. Quando essa primeira quadratura a ele mesmo se dá na nossa vida, essa fase é absolutamente espiritual. Imaginem a primeira quadratura dar-se numa criança de 5 a 8 anos com a agravante dos pais não perceberem o que está a acontecer, e aí temos uma criança super agitada porque a energia kundalini está a subir. São crianças hiper-activas pela acção da kundalinica, que os mais velhos castram. Quando acontece ser aos 14 ou 15 anos, temos adolescentes com problemas. E assim, por diante.

Para as pessoas habituadas a fazerem meditação ou visualização, Quíron representa o caminho, o arco-íris, a ponte, a ligação entre o mundo material e o espiritual. Da mesma maneira que o trabalho de Plutão funciona para transformar a velha consciência numa nova encaminhada para a evolução; com Neptuno tomamos consciência que estamos inseridos no cosmos, no Uno, no Todo, que somos todos Um; com Úrano é a tomada de consciência da nossa ligação ao Céu, da voz de Deus, do Eu Superior a comunicar; Quíron pretende apenas que utilizemos o nosso corpo para conectarmos com o nosso Eu Interior, ou os seres multidimensionais, com o mundo espiritual. Por isto afirmamos que Quíron é o planeta do como fazer. Quíron ensina-nos o caminho do silêncio interno.

Mesmo que alguns pensem que o vosso Eu Superior é Jesus, ou Maria, ou Saint Germain, ou ainda uma outra entidade qualquer, temos que afirmar aqui, com seriedade, que estes Seres maravilhosos não são o nosso Eu Superior. São entidades maravilhosas, nossos Mestres Maiores, mas não são o nosso Eu Superior. Gostaria de insistir nesta recomendação de Quíron: o nosso Eu Superior somos nós mesmos numa dimensão superior. Se essas entidades “nos aparecem” nas meditações, é porque usam a energia do nosso Eu Superior para chegarem até nós, porque, provavelmente, não conseguimos chegar “até lá”. É que vivemos num planeta de gravidade densa…

Quanto mais cedo se tiver a primeira quadratura de Quíron, melhor para nós, porque tudo tem um propósito e mais fluída será a vida futura. Quanto mais tarde for essa quadratura, isso vai querer dizer que podemos demorar algum tempo a conseguir a atravessar a “ponte”, até que isso se torne habitual. Uma das enormes responsabilidades dos pais de hoje é estarem atentos aos seus filhos e perceberem se eles estão a passar pela primeira quadratura de Quíron. Não é catalogando-as imediatamente de “indígos” que vão resolver a questão. Porque é nessa atenção, que reside a ajuda. Compreendendo-os, entendendo-os, mas não catalogando-os.

É de toda a conveniência não confundirmos a acção de Quíron com Plutão ou Saturno, apesar de aparentemente, terem funcionamentos similares. São os três grandes planetas que nos podem causar sofrimento “cá em baixo”, mas os objectivos não são os mesmos: Saturno é para aprendizagem, para crescermos, para corrigirmos; Plutão é claramente para uma tomada de consciência de quem somos e o que temos de fazer; Quiron é o pontapé no rabiosque para fazermos o que temos que fazer.

Terminando: o posicionamento de Quíron no meu mapa diz-me que é nessas energias e áreas de vida que eu vim a esta vida para ser útil a mim mesmo.


Quíron parece ser um desconhecido, pois raramente
aparece nas ilustrações planetárias, mesmo as mais actualizadas,
como esta, onde já se vê Plutão na nova categoria de
planeta-anão. No entanto, vemos Ceres na mesma categoria de anão.
Quíron nem é mencionado.

Quem quiser saber mais sobre Quíron, clique aqui.

António Rosa

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15 de maio de 2013

Quadratura no céu entre Úrano e Plutão - Um imenso país chamado FMI [republicação]

Ilustração: Copyright do site 'Mapa Astral.org'

Clicar no mapa para aumentar.

1ª publicação neste blogue em 22-Junho-2012
Republicado em 15-5-2013
Mapa do céu da quadratura
entre Úrano e Plutão

Entre 2011 e 2017, Úrano, em Carneiro / Áries [aqui] e Plutão, em Capricórnio [aqui], ambos em signos cardinais, farão uma enorme quadratura no mapa do céu, que durará anos. Esperam-se mudanças em todo o tipo de governos e organizações no nosso planeta. E, em nós, também. Aguardemos para confirmar. (Um exemplo desta quadratura, aqui.)


O ciclo destes planetas é enorme, e eu nem me atrevo a falar dele, pois não creio que alguém tenha feito, em vida, um ciclo completo - de conjunção a conjunção. Para não entrarmos em grandes fantasias, creio que é mais sensato analisarmos os momentos actuais do ciclo.


E o momento actual é a intensa quadratura que estamos a viver. É um conjunto de 7 aplicações exactas entre 2012 e 2015. Mas como temos que ter em atenção a aproximação e o afastamento do ângulo exacto, mas minhas contas vejo como um longo período de 2011 a 2017. É por isso que se fala tanto em trânsitos geracionais. O que devemos reter é a ideia que nestes 6 anos todos os bebés terão esta quadratura nos seus mapas natais. Que farão com as suas vidas? Não sabemos...


Vamos já deixar as nossas mentes tranquilas, mencionando as datas exactas em que se darão as 7 quadraturas entre Úrano e Plutão:

- 2012, Junho 24
- 2012, Setembro 19
- 2013, Maio 21
- 2013, Novembro 1
- 2014, Abril 21
- 2014, Dezembro 15
- 2015, Março 17

Uma mudança ligeiramente significativa em Portugal, já se deu na banda da política, e foi a eleição de uma mulher para Presidente da Assembleia da República. Poderão perguntar: que mudança é esta? E a resposta óbvia é, alguma mudança de mentalidades. Imaginem quão mortificados terão ficado os «Velhos do Restelo».

No entanto, quero deixar claro o seguinte: isto que se toma como «novo», em Portugal, não é tão novo assim, pois há décadas tivemos uma mulher como Primeiro-Ministro (os mais velhos lembram-se). Por outro lado, em termos esotéricos não tem nenhum significado, apenas a relevância de ser uma mulher a presidir à Assembleia dos representantes do povo. É um tema simples, bastante pobrezinho, mas de qualquer maneira, é sempre bem-vindo. Não vale a pena deitar foguetes, porque a maioria dos políticos actuais, para terem acesso a lugares de poder no actual contexto planetário, vão aos poucos abandonando a sua alma (uma ideia do André Louro de Almeida, com a qual concordo em absoluto).


Úrano em Carneiro/Áries [coisas repentinas, o inesperado, internet] a fazer funcionar a muito esperada quadratura [uma situação tensa e difícil, como esticar e rebentar] com Plutão em Capricórnio [o poder instituído], Em signos cardinais, dando maior ênfase aos acontecimentos.

Bom, para nos situarmos de imediato: esta quadratura é a maior responsável pelos escaldantes acontecimentos ocorridos no Médio-Oriente, que todos sabemos, ainda em 2011. E vai continuar, não se ficando apenas pelo que já aconteceu. Presidentes e governos foram derrubados. Mudanças enormes a se efectuarem. E os donos dos petro-dólares sempre do lado dos vencedores, a corrompê-los. Habitualmente, associa-se Úrano à Voz de Deus. Nestes casos islâmicos, nunca melhor aplicado. É sempre o novo [Úrano] a enfrentar o poder instituído [Plutão].

Em Portugal, e tudo ainda em 2011, manifestações gigantescas da auto-intitulada «Geração à rasca», conceito que se expandiu por outros países. É sempre o novo [Úrano] a enfrentar o poder instituído [Plutão]. Outro exemplo do que falo, foi o bota abaixo fulminante do governo Sócrates. Outro exemplo bem mais recente é o actual governo de Passos Coelho estar a ser continuamente confrontado, de todos os lados, de todas as frentes.

É sempre para mexer e remexer. Haveria muitos exemplos a dar, mas creio que os leitores ficarão prevenidos para novas ocorrências que seguramente acontecerão no mundo. Servem os casos europeus? Grécia, por exemplo. Portugal, também. Até já temos na Europa, governos não eleitos nas urnas... Mais exemplos???

Está toda a gente pendente do que irá acontecer na próxima reunião dos poderosos da Europa: irão aceitar o proposto pela Grécia e este país permanecerá na zona Euro? Ou, pelo contrário, a Europa desgarrar-se-á e a zona Euro terá os dias contados? Vejam mais atrás as datas de todas as quadraturas e aí terão a AGENDA POLÍTICA MUNDIAL. 

Que venha o Diabo e escolha.

Ei, companheiro/a, não é por fingirmos estarmos todos iluminadozinhos e, portanto, parecer que o Diabo já não existe, que ele não deixe de funcionar e provocar-te, metendo-te medo.

Percebe-se que haja esta ansiedade do lado político, pois se pararmos um bocadinho e se fizermos contas a quando é que ocorreram as anteriores quadraturas entre Úrano e Plutão, o panorama histórico não é nada simpático: foi nos anos 30. A Grande Depressão, o despontar do fenómeno Adolf Hitler, o próprio PLutão foi descoberto nesta década. A consequência:a a guerra na Europa.

Agora estamos numa situação irónica: o país que quase destrui a Europa nos anos 30 e 40, está agora no centro da polémica, pois tornou-se o país mais poderoso da Europa. Tão poderoso que manda muito e os outros obedecem e quem não o fizer...

Quem são os países que nunca aderiram à Zona Euro? Todos sabemos e, hoje, pecebemos, que nunca confiaram na Alemanha democratrizada.

Antes de avançarmos reproduzo aqui uma citação recente [23-6-2011] e muito oportuna de André Louro de Almeida, na sua página do Facebook (aqui): «Algum economista ou académico que possa nos explicar de forma clara que tipo de DÍVIDA Portugal tem, a quem, porquê e desde quando? Se isso era previsível já em 2007? Se o problema foi de falta de competência, falta de desenvolvimento, corrupção ou inércia? É que se o racional tanto se aplicar a Portugal como aos 50 países no mundo em crise financeira séria, temos bases para conceber a situação como global, estrutural e internacional e deixar de ver Portugal como dramaticamente responsável. Portugal é guardião da Tradição Templária Joanina, a Irlanda é guardiã da Tradição Celta e a Grécia é guardiã da Tradição Egipcio-Helenica. Estes 3 países estão em processo de se tornarem sub-sectores de um imenso país financeiro chamado FMI no qual os EUA tem 17% de quota, e que reflecte claramente os interesses da comunidade da alta finança ocidental. Mas gostava de ouvir os economistas.»

Cá temos a síntese desta quadratura gigante: «um imenso país financeiro chamado FMI». Aos quais eu acrescentaria - um imenso poder das agências de rating, que apenas zelam pelos interesses americanosComo a História nos ensinou, as mudanças de ciclos dão-se em simultâneo, quando se atingem os picos. É um processo típico de Plutão que vem ser alterado por Úrano.

Outro exemplo foi o caso «Blogger» em Maio 2011. Neste caso,  Plutão era representado pelos mega empreendedores da net Google / Blogger / YouTube / Twitter /Facebook / e os grandes servidores de todo o mundo. Tinha que estourar por algum lado. Estourou pelo lado que atinge milhões e milhões de pessoas em todo o mundo: na internet. Na prática deve-se interpretar como o «poder moderno» [Plutão] sendo confrontado com a «voz de Deus» [Úrano].

Se estivermos atentos a outras notícias do mundo, percebemos que há um «grande plano» em acção significativo desta quadratura. Recordemos apenas estes casos 'inesperados' muito recentes: os EUA mataram Bin Laden e em retaliação, a Al-Kaeda, provocou o ataque bombista que matou 80 pessoas no Paquistão. Nesta quadratura, é sempre o «poder» [Plutão] a ser confrontado. Por exemplo: o «poderoso» Bin Laden, senhor da Al-Kaeda (sobrevieu a 10 anos de intensas buscas) foi confrontado e... foi abatido. O «poderoso» e atómico Paquistão, na prática, hospedeiro de Bin Laden e sua organização, foi confrontado dentro das suas fronteiras pela Al-Kaeda, a quem dava abrigo escondido e camuflado, e os seus cidadãos foram abatidos.

Quem tiver tempo e pre-disposição, leia este artigo aqui, de 2008. Mas não é para ser lido às cegas, com um grande «amén», ok? É para reflectirmos nos acontecimentos mundiais.

Também reproduzo uma citação do livro «A Violência do Mundo» (2004) de Edgar Morin e Jean Baudrillard: «A probabilidade do triunfo absoluto do capitalismo não me parece certa ainda, mas é uma grande probabilidade. Contra ela existem, cada vez mais, forças que se levantam e que se levantarão ainda e ainda. Ora, os movimentos particularistas que apenas vêem o seu próprio problema estão muito dispersos e são, assim, incapazes de criar uma resposta mundial para um problema mundial. Hoje torna-se necessário caminhar para a busca de uma resposta ou de uma multiresposta mundial para um problema que nos diz respeito a todos (...)»

Ainda mantendo-nos em Portugal, gostaria de voltar à frase «Portugal é guardião da Tradição Templária Joanina, a Irlanda é guardiã da Tradição Celta e a Grécia é guardiã da Tradição Egipcio-Helenica» [e outros países, também] para levantar esta questão, à qual não tenho respostas: que  preparam as Hierarquias Espirituais destes países para os respectivos povos e habitantes?

Falando apenas de Portugal, será que esta quadratura levará a que o nosso país saia dessa 'coisa' chamada «Euro»? E se voltarmos à antiga moeda, o «escudo», como será a situação? Voltará aos níveis que tinha quando aderimos à zona Euro, ou seja, a moeda irá desvalorizar-se para metade? Já imaginou que hoje pode ter um salário 'simpático' de 1.500 euros, que na prática correspondem a 300.000 escudos (300 contos), mas que, de um momento para o outro, se começar a receber em «escudos» pode acontecer que o salário se desvalorize para metade? Se a ideia for reduzir os custos e os preços, será que as empresas vão aguentar esses salários? Há quem tenha muito menos e consiga viver.

Assistiremos, nos próximos anos, a um choque emocional de proporções épicas de uma só vez? Vá pensando nisso, se vive em Portugal, independentemente da sua nacionalidade. Ou nos outros países mencionados. Se isto acontecer, os mais novos, que nem fazem ideia do que é o «escudo» vão andar mesmo 'zarabatinados'. Lá se vão as Playstation último modelo por água abaixo, porque continuarão a serem importadas e pagas em euros ou dólares, devidamente cambiados em escudos. Podemos intuir que há claramente 2 fases para estes acontecimentos poderem ocorrer: de 2012 a 2017 e, depois, até 2022.

Outra questão igualmente pertinente é que podemos continuar todos na zona euro, mas com a existência de um «euro» com 2 ou 3 câmbios diferentes. Um «euro» em Portugal, Grécia, Espanha, Irlanda ou Itália não terá o mesmo valor que um «euro» na Alemanha, Holanda ou França. (ver aqui).

Tudo isto deveria merecer a nossa atenção e aplicar a nós mesmos, ao nosso interno, ao nosso poder pessoal. Ao nosso guerreiro interno. Em simultâneo, deveríamos estar atentos à vozinha que na nossa cabeça nos tenta dizer umas coisas e habitualmente, não ligamos nenhuma. 

Investiguem nos vossos mapas natais onde cai esta quadratura e aí terão algumas das crises das vossas vidas. Se quiserem aprofundar um pouco mais, poderão clicar aqui. Isto não é mais do que uma continuação muito cerrada a assuntos já mencionados em 2010, aquiaqui e aqui. Ou, em linhas gerais e com mais variedade, aqui. Também temos, recentemente, o caso da Moody's que classificou como «lixo» a dívida pública portuguesa - ler aqui.

Quem quiser entender, a nível mais esotérico ou espiritual, este assunto da crise económica global, recomendo que leiam as conferências de André Louro de Almeida, dadas em 1998, sobre a «Matriz Melquisedeque» [tema completo: aqui - aqui - aqui - aqui], a «Matriz Cristóide» e «24 Portais locais em Portugal», que se tornaram mais actuais que nunca. A actual crise global foi descrita em detalhe nestas conferências. O assunto em geral, anda à volta da desactivação dos pilares da actual civilização do nosso planeta.


Antes de terminar o assunto da quadratura de Úrano a Plutão, estou interessado em recordar os leitores esta sigla - BRICS. São as iniciais em inglês, de 5 países em franco desenvolvimento e que serão, no futuro, os manda-chuvas do planeta: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Tal como a ilustração nos mostra quase na totalidade, pois falta a zona verde da África do Sul. Quem gosta destes assuntos deveria deter-se na questão Norte - Sul. São países gigantescos.

«Há fortes indícios de que os quatro países iniciais do BRIC têm procurado formar um "clube político" ou uma "aliança", e assim convertendo o seu crescente poder económico em uma maior influência geopolítica. Em 16 de Junho de 2009, os líderes dos países do BRIC realizaram a sua primeira reunião, em Ecaterimburgo, e emitiram uma declaração apelando para o estabelecimento de uma ordem mundial multipolar. Desde então, os BRICs realizam cúpulas anuais e, em 2011, convidaram a África do Sul a se juntar ao grupo, formando o BRICS.» - Fonte: Wikipedia

O potencial económico destes países é de tal ordem que poderiam tornar-se as cinco economias dominantes do mundo até o ano 2050. Estes países mudaram os seus sistemas políticos e adoptaram o capitalismo global. Não é por acaso que eventos de magna amplitude como os Jogos Olímpicos e Campeonatos do Mundo de Futebol se realizem nestes países. Até dá a impressão que não sofrem o efeito desta quadratura entre Úrano e Plutão. Sofrem sim, mas de outro jeito, que à maneira portuguesa dizemos assim: «Quem sofre é o mexilhão»

Em todos estes países a classe média baixa adquiriu poder de consumo, a classe média alta aumentou o seu poder e os pobres continuam a ser pobres e explorados. Talvez tenham salários um pouco melhores. Quanto aos donos do «capital», ficaram ainda mais ricos. 

Esta quadratura, entre Úrano e Plutão, está e estará muito activa nos nossos mapas, nos signos cardinais: Carneiro/Áries, Câncer/Caranguejo, Libra/Balança e Capricórnio.


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Proponho a leitura do artigo «Úrano / Plutão - Uma Perspectiva Simbólica», 
de Vera Braz Mendes à luz dos símbolos sabianos.

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21 de março de 2013

Ciclo Marte - Úrano




Início do ciclo Marte-Úrano


Início do ciclo Marte -Úrano, com a conjunção em 22 Março 2013.
Clicar no mapa para aumentar e poder ver melhor.
Em Astrologia as conjunções [o encontro de 2 planetas] marcam o início de ciclos importantes. Isto é muito visível nos ciclos dos planetas mais lentos, mas este caso, teremos apenas um planeta mais lento: Marte - Úrano. Estes ciclos iniciam-se sensivelmente a cada 2 anos, excepto quando Marte fica retrógrado, que demora um pouco mais.

A 22 de Março 2013 iniciou-se mais um ciclo entre estes dois planetas, com um senão: estão em Carneiro / Áries, signo que Marte rege, portanto, tudo é mais intenso e ríspido. Há muita impulsividade no ar. Muito fogo, à solta. Aliás, basta estarmos um bocadinho atentos e percebemos à nossa volta e nas notícias televisivas como este fogo está solto, por aí. 

Marte simboliza a nossa energia pessoal e é basicamente, agressivo. Úrano deseja o que é novo, aquilo que ainda não foi experimentado, além de se revelar como sendo aquilo que aparece de súbito, sendo também muito conhecido como «a voz de Deus».

Há uma subtileza a ter em conta nestes ciclos Marte - Úrano - o signo do início do ciclo. É sempre muito intenso, mas varia de intensidade, dependendo dos signos em que os planetas se encontram. Antes deste ciclo com início a 22 Março 2013 em Carneiro / Áries, os ciclos anteriores foram em Peixes, nos anos 2007, 2009 e 2011. Em Carneiro, além deste ciclo, os próximos serão em 2015, 2017 e 2019. A seguir será a vez de Touro, em 2021, 2024, etc. Percebe-se que isto está ligado à permanência de Úrano em cada signo.

Há um assunto que não abordarei, por total desconhecimento da minha parte: a astrologia financeira. Parece que as bolsas, investimentos financeiros e todos os negócios financeiros são particularmente sensíveis a este ciclo Marte - Úrano. Tenho lido relatórios astrológicos financeiros que apontam nesse sentido. Como nunca investi na bolsa, nunca fui exposto, enquanto astrólogo, a estas análises. Deixo isso para quem sabe e, sobretudo para quem sabe acompanhar as bolsas internacionais, o que não é, de todo, o meu caso. De que me vale perceber, por exemplo, que poderemos estar sob uma semi-quadratura entre os dois planetas, se não sei acompanhar nada referente às bolsas? Não vale de nada. Assim, o melhor é ficar quietinho e deixar o assunto para quem sabe.


Quando Marte em trânsito faz aspectos tensos com os planetas mais exteriores, Úrano, Saturno, Neptuno e Plutão, as condições ficam desafiantes, mas tornam-se momentos especialmente difíceis quando esses aspectos são com Úrano. No caso, as conjunções, quadraturas, semi-quadraturas e oposições. A maior dificuldade reside na capacidade de concentração, por isso, ser muito fácil a pessoa atingir momentos mais impulsivos, quase que a partir do nada. São tempos em que reclamamos mais. Se for só isto, não haverá grandes problemas. É fácil aconselhar: não agir de forma precipitada e impulsiva, dar às suas ideias tempo para aquecerem, ferverem e arrefecerem um bocado e parar para pensar se não há uma maneira melhor de fazer as coisas. Mas uma coisa é aconselharmos e outra, bem diferente, é a pessoa conseguir controlar aquilo que cresce dentro dela e tem mesmo que vir cá para fora.

Saber respirar bem, ou fazer exercícios de respiração, ajuda muito a não nos deixarmos dominar por este ciclo tão violento, em termos energéticos.

Estes trânsitos são a época ideal para se fazerem aquelas coisas menos exigentes mas que ajudam à nossa capacidade de concentração: ouvir música, 'limpar' os mp3, fazer uma arrumação (não deite fora papéis importantes!), ir ao ginásio, andar de bicicleta e, sobretudo não gritar com os filhos e com os netos.

Os planetas no céu movimentam-se com uma precisão elegante, facilmente constatável pelas efemérides. Estes ciclos de Marte são, em meu entender, pequenos ciclos (cerca de 2 anos) em comparação com os grandes ciclos, como por exemplo Saturno - Plutão ou Úrano - Plutão. O melhor mesmo é concentramo-nos nestes pequenos movimentos.

É o momento para tomarmos muito cuidado e todas as precauções possíveis, pois quando se inicia um ciclo, em conjunção [e mais tarde, durante o ciclo, também com as quadraturas, semi-quadraturas e oposição], estamos claramente naquilo que se poderia chamar de «área do acidente». Sabem, aquela cena nada boa, quando vamos na estrada e passamos por um acidente em que a polícia e os bombeiros já delimitaram a área com aquelas faixas fluorescentes amarelas ou verdes... Ali dentro, é a «área do acidente», tal como no nosso caso de conjunções, quadraturas semi-quadraturas e oposições entre Marte e Úrano. São «áreas do acidente» com um sentido bem mais agudo: todo o chão está inundado com o combustível dos carros acidentados. Basta acender-se um fósforo... Percebe agora porque escolhi estas duas ilustrações com fósforos? É esse o sentido do perigo deste ciclo. Porque somos nós quem atira o fósforo aceso para o combustível.

Nunca fiz isto de atirar um fósforo para cima de um combustível violento como a gasolina, mas tenho a cabeça povoada com imagens de filmes em que isso é uma cena marcante. Sem dúvida, uma enorme tentação. :)

Em cada recanto da «área do acidente» poderá haver voltas e reviravoltas do destino. Zangas, fúrias, raiva que se liberta, a dor que se solta, argumentos que não servem para nada. O melhor mesmo é colocarmos um sinal de intenso perigo, porque, com a intensificação do tempo de trânsito planetário, podemos entrar em áreas muito delicadas de nós mesmos: a impaciência, a ilusão, a perda da razão, um aumentar do egoísmo e aqui temos os ingredientes para uma explosão. É sempre o potencial de um desastre (pessoal) com os seus triunfos e fracasso.

Um pouco sobre as conjunções no
ciclo Marte - Úrano [início do ciclo] - ver aqui

Apesar do aspecto partil [exacto] só ocorrer no dia 22 Março 2013, na verdade a conjunção começou uns dias antes, por volta do dia 12 Marco e permanecerá activo até os planeta estarem afastados 8º

Como esta conjunção será em Carneiro / Áries esta energia será enorme, de alta voltagem. E é uma conjunção em que Marte estará mais forte que Úrano, pois encontra-se em muita dignidade, no signo do qual é regente natural. Por isso, há que contar com focos de violência. 

Também haverá tendência a todo o tipo de excessos de velocidade e problemas nas estradas. Outro tipo de acidentes também estão no ar, sobretudo os que envolvem instrumentos cortantes. Não é propício a cirurgias marcadas com antecedência. Já bastará o que for inesperado.

Não acrescento mais porque acima já ficaram descrições mais que suficientes para entendermos a natureza desta conjunção.

É para aprendermos a ter paciência e a exercer uma apertada vigilância no nosso sistema emocional. Tem que ser controlado para não incorrer em grandes disparates.





Um pouco sobre o sextil, semi-sextil e trígono no ciclo Marte - Úrano


1º sextil do ciclo Marte - Úrano.
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São momentos favoráveis a toda a actividade criativa ou original. Podem surgir insuspeitas capacidades criativas. A vida profissional e dos negócios costuma decorrer sem grandes incidentes, pois há sempre que ter em conta o mapa natal das pessoas ou da empresas.

Vive-se uma atitude mais independente, e com pouca paciência para se submeter a regras demasiado rígidas.

Procure conhecer novas pessoas e novas oportunidades. Estabeleça contactos. Apresente-se ao mundo. Não tenha receio, não se feche.

Obviamente que é necessário dar atenção às naturezas específicas dos 3 aspectos: sextil, semi-sextil e trígono, mas a base é igual para todos.


Um pouco sobre a quadratura, semi-quadratura 
e oposições no ciclo Marte - Úrano

1ª quadratura do ciclo Marte - Úrano.
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Este um movimento que se insere na ideia que transmiti acima sobre a «área do acidente». Condições novas e inesperadas podem fazer surgir tensões e estados nervosos. Quase sempre estamos perante situações de inquietude e impulsividade devido a um intenso desejo de independência ou de estar liberto de qualquer responsabilidade e preocupações.

Desacordos e brigas surgem do nada. Sobretudo com pessoas que se conhece há muito tempo. Quando bem analisado, é frequente perceber-se que o 'eu' da pessoa foi agredido, mesmo que involuntariamente. E reage em conformidade. Um bom trabalho astrológico ou psicoterapeuta, certamente serão muito úteis, assim como a utilização de florais adequados.

Há uma predisposição para acidentes, queimaduras e problemas com fogos, com a electricidade ou com motores. Há claramente indícios de temeridade por parte das pessoas. A pessoa tem consciência disto? Duvido que tenha. Mas varia de pessoa para pessoa.

Pessoas com egos muito fortes e cuja espiritualidade possa estar muito baixa, é frequente perceber-se que estas pessoas são confrontadas nestes períodos com possíveis sérios acidentes. É aqui que se percebe que a «Voz de Deus» [não me refiro a nenhuma religião] não é ouvida pela pessoa. É todo um símbolo que o astrólogo deve investigar em consulta com os seus clientes.

Se o leitor acredita que as energias podem ser alteradas [transmutadas] para melhor, este trânsito é ideal para tentarmos perceber que vale mesmo a pena introduzirmos essas mudanças em nós. Para encontrar uma serenidade interior que possa resistir a estas situações de quadraturas, semi-quadraturas e oposições.

O astrólogo saberá diferenciar as subtilezas entre estes aspectos.

A oposição no ciclo Marte - Úrano

Única oposição do ciclo Marte - Úrano.
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Este outro dos movimentos que se inserem na ideia que transmiti acima sobre a «área do acidente».

Os próximos ciclos de Marte - Úrano

Com início em Carneiro/Áries]

11-3-2015
27-2-2017
13-2-2019

Com início em Touro

20-01-2021
15-7-2024


O novo ciclo, em 2015, ainda em Carneiro
E assim começa novo ciclo Marte - Úrano,
com a conjunção.

Clicar no mapa para aumentar e poder ver melhor.


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30 de junho de 2012

Vamos aproveitar o divórcio de Tom Cruise e Katie Holmes para falarmos um pouco da crise dos 7 anos?



Como todos sabemos, o «casamento» é um assunto ultra valorizado pelos ocidentais, sobretudo os oriundos das culturas judaico-cristãs. Tem o valor que tem, é bastante importante, as pessoas foram treinadas para balizarem as suas vidas com a data de casamento, mas em termos de «vida astrológica» vale quase nada. Explico-me melhor.

Por razões que seria fastidioso explicar aqui, creio que toda a gente sabe que as nossas vidas passam por ciclos completos de 7 anos, múltiplos de 7 [14, 21, 28, etc.] e metade de 7 [3,5 anos]. São os famosos trânsitos de Saturno e Úrano. No entanto, quando recebo em consulta, crises de casais, obviamente que faço uma pergunta simples, do género «Estão juntos há quanto tempo?». Em 99,99% das repostas é, mais ou menos, esta: «Estamos casados há x anos.». Sempre, mas sempre mesmo, que se queira analisar os ciclos dessa pessoa, a resposta nunca bate certa, porque a maioria das pessoas não valoriza os anos anteriores ao casamento. Quando, nas consultas, lhes explico isto e que me digam há quanto tempo estão juntos, desde o momento que iniciaram a relação, aí sim, os números batem certo.

Vou usar o caso ainda quentinho de Tom Cruise e Katie Holmes e a mim não me interessa para nada as razões que eles invocam para o divórcio. Isso é assunto dos egos. Vamos só fazer contas astrológicas, está bem?

Os dois actores começaram a namorar em 2005, e casaram-se em 2006. Para aquilo que estamos a tratar, não nos interessa para nada o lado cor-de-rosa de toda essa história de bilionários: americanos a casarem-se num castelo, iltaliano, com aviões fretados para trazerem os convidados, hotéis de luxo, etc. Isso já acabou e hoje estão às avessas.

Estamos em 2012, certo? Se fizémos as contas só a partir do casamento [2006], o resultado seria 6 anos. O que não é ciclo nenhum. Mas como estavam juntos desde 2005, aí sim, completaram 1 ciclo de 7 anos.

Consegui passar a mensagem?

Façam contas desde o momento em que iniciaram a «história».

Tom Cruise faz 50 anos no próximo dia 2 Julho. Outro ciclo importante: o de Quíron.

Se quiserem afinar a história e investigarem por vossa conta: Katie Holmes meteu os papéis de divório no dia 28 Junho 2012 em Nova York.

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6 de junho de 2012

Ciclo Marte - Saturno, a 15 Agosto 2012

Clicar para aumentar.

Em Astrologia Mundial as conjunções [o encontro de 2 planetas] marcam o início de ciclos importantes. Isto é muito visível nos ciclos dos planetas mais lentos, mas este caso, de Marte - Saturno, é paradigmático e especial, pois trata-se dos 2 planetas mais tensos da Astrologia Tradicional, ao ponto de serem chamados de «maléficos». Os ciclos iniciam-se sensivelmente a cada 2 anos.

Sabemos, de ciclos anteriores, que o ciclo de Marte-Saturno corresponde a situações que trazem «ataques» (Marte) ao corpo (Saturno) ou a energia (Marte) ser colocada para estruturar o quadro (Saturno) geral da vida.

O ciclo Marte-Saturno é o ciclo das grandes guerras, dos golpes militares, dos atentados, mortes e desastres naturais. Tem analogia com a violência e a criminalidade e provoca maremotos, terremotos, erupções vulcânicas, mas também queda de pontes e edifícios, acidentes graves, ameaças à democracia. Estarão em evidência os assuntos do petróleo e demais combustíveis. E as bolsas, também.

É importante lembramos que estamos a tratar de Astrologia Mundial, por isso estes acontecimentos não são globais, mas sim sectoriais, sobretudo nos países e regiões do globo, para onde estiver apontado o Meio-do-Céu e o Fundo-do-Céu. Dá trabalho procurar este tipo de acertos, mas quem o quiser fazer verificará que nos 3 meses a seguir à conjução (início do ciclo), aí irão verificar-se ocorrências. 

A grande superposição de aspectos negativos e difíceis que se inicia agora, faz-me deduzir que o ano não terminará muito bem para certas zonas do planeta. Teremos seguramente um outro grande conflito de proporções importantes e que será causa de vários transtornos a nível mundial.

Oxalá eu esteja tremendamente equivocado nesta leitura. Mas não sou só eu a pensar assim...

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7 de outubro de 2011

Cliclo Júpiter - Saturno

Reprodução do gráfico das conjunções entre Júpiter e Saturno no céu,
feito por Joahannes Kepler, no século XVI. Daqui.
Para que não haja equívocos por parte do leitor, este ciclo entre Júpiter – Saturno é apresentado sob o mapa do céu (também conhecido por trânsitos) e não deve ser transposto ao mapa natal de cada um de nós, de forma automática, sendo necessário analisar com todo o cuidado o que ocorre no mapa de cada pessoa.

Como é um texto dedicado a quem estuda astrologia, não me coibirei de apresentar aspectos mais técnicos, deixando a interpretação para um fase mais adiantada do artigo.



Júpiter tem uma deslocação diária de aproximadamente 13'-15', excepto quando está retrógrado ou em alteração de movimento, o que acontece uma vez por ano, durante cerca de 4 meses. Demora cerca de 12 anos a completar a volta ao zodíaco, aproximadamente 1 ano por signo. A sua energia básica pertence a Sagitário, sendo co-regente de Peixes, tendo como Casas associadas a 9ª e a 12ª. As suas funções fundamentais são: crescimento, expansão, ascensão, abrangência, abundância, integração social, fé, optimismo, confiança.



Saturno, é mais lento e a sua deslocação diária é cerca de 7', excepto quando está retrógrado ou em alteração de movimento, o que acontece uma vez por ano, durante cerca de 5 meses. Demora cerca de 29 e 30 anos para completar uma deslocação ao longo do zodíaco, fazendo com que permaneça uma média de 2 anos e meio em cada signo. É regente do signo Capricórnio e co-regente de Aquário e tem como Casas associadas a 10ª e a 11ª. As suas funções fundamentais são: delimitação, fronteira, diferenciação, selectividade, contracção, contenção, auto-controlo, realismo, amadurecimento, inserção social (como Júpiter, mas com um sentido mais hierárquico e estrutural — baseado no respeito e na adequação às regras e aos valores instituídos), superego, sombra (sentido junguiano), cristalização e materialização, medo e sentimento de culpa, vergonha.
Conjunção em Maio 2000

Apesar de Júpiter ter maior velocidade na sua órbita, este ciclo dura cerca de 20 anos. O ciclo presente, no qual estamos inseridos teve início no ano 2000, em Maio. Os ciclos precedentes ocorreram em 1960, 1980 e o próximo será em 2020.

Este encontro celestial deixa marcas de reestruturação importantes e novas tendências. Antes das descobertas dos planetas exteriores (Úrano, Neptuno e Plutão), os astrólogos contaram com a conjunção Júpiter-Saturno para fazerem previsões sobre o destino das nações e governantes.

Estas conjunções ocorreram em signos de Terra durante quase 200 anos. No entanto, a conjunção Júpiter-Saturno de 1980 foi num signo de ar (Libra/Balança). Em 2000, voltou para um signo de Terra (Touro). A conjunção Júpiter-Saturno voltará para um signo de ar em 2020 (em Aquário) e permanecerá em signos de ar durante a maior parte dos dois séculos seguintes. Mais abaixo apresento um gráfico com todas as conjunções e inúmeras datas para os leitores poderem pensar com maior amplitude.

Isto para vos dizer que se quisermos acompanhar o andamento da nossa civilização, para além deste relativamente curto ciclo de 20 anos, temos que considerar os ciclos de 200 anos em cada um dos 4 elementos, perfazendo um mega-ciclo de 800 anos para a totalidade do zodíaco.



Muitas das mudanças perturbadoras que estão ocorrendo no mundo de hoje não podem ser ligadas apenas à conjunção Júpiter-Saturno, mas sim, à sua transição do elemento Terra para o elemento Ar.

Os vinte anos do ciclo Júpiter-Saturno de conjunção a conjunção, continua sendo um das mais antigas e melhores maneiras de prever a mudança social generalizada. Entretanto, tornou-se popular usar os trânsitos dos planetas exteriores Úrano, Neptuno e especialmente Plutão como lentes para ver a transformação social de forma mais ampla.

O ciclo de 20 anos de Júpiter e Saturno pode parecer pouco limpo e arrumado para a nossa era difusa, mas quando aplicado às nações, o ciclo Júpiter-Saturno pode dar ideias surpreendentes e produzir previsões precisas.

Mas igualmente importante é o que este ciclo representa no ser humano individual: a construção constante da Arquitectura do Ser. Não é em vão que vivemos em média 4 a 5 destes ciclos ao longo da nossa vida.

A primeira metade do ciclo Júpiter-Saturno, que corresponde a um  período de 10 anos, entre a conjunção e a oposição pode-se dizer que assistimos à dissolução de algo que nos é próximo, travando-se uma intensa acção de ascensão. A segunda metade deste ciclo Júpiter-Saturno é o desvendar, o movimento em direcção à entropia, culminando em uma nova conjunção e o início de um novo ciclo.

Vamos olhar com alguma brevidade o exemplo do ciclo de 20 anos que começou em 1980. É fundamental termos presente que a conjunção de 1980 foi num elemento Ar, concretamente em Libra/Balança, o signo dos relacionamentos. 

Júpiter e Saturno em oposição, em Setembro 1989, a quando da queda do muro de Berlim 

Que aconteceu no mundo com este ciclo iniciado num signo de relacionamentos? Deu-se, sobretudo, um suavizar das relações entre as nações e os equilíbrios do poder. Durante os anos 80, este ciclo (e outros factores astrológicos, claro!) «dissolveu» a chamada Guerra Fria, assistindo-se à decadência do comunismo e uma maior abertura nos relacionamentos entre as nações e os povos. A União Soviética colapsou e deu lugar a numerosos países.

Entretanto, nos anos anteriores, as duas grandes superpotências - URSS e EUA -, procuravam alinhamentos e acumularam um intenso poder em todo o género de armas. Quando Júpiter e Saturno, no seu ciclo, fizeram a oposição, em 1989, o que era «velho» e «estagnado» teve que ceder: assistimos à dissolução do antigo império soviético socialista e, naturalmente o realinhamento de várias nações. Em 1980 quem poderia pensar que a Polónia passaria a ser um aliado próximo aos EUA?

Na segunda metade deste ciclo de 1980, mais concretamente nos anos 90, foi a vez de Saturno aplicar as suas regras e leis e reorganizar todo o bloco europeu.


GRÁFICO DAS CONJUNÇÕES DE JÚPITER - SATURNO
AO LONGO DOS 4 ELEMENTOS
Reprodução do gráfico das conjunções entre Júpiter e Saturno no céu,
feito por Joahannes Kepler, no século XVI. Daqui.
O gráfico abaixo aparenta um ciclo uniforme das conjunções.
Na verdade, estes ciclos não são tão uniformes, como o diagrama aparenta ser,
pois devemos ter presente que as suas órbitas são elípticas e isso altera o andamento dos planetas.


NOTA: Este ciclo dura cerca de 800 anos. As conjunções Júpiter-Saturno ocorrem a cada 20 anos e eles ficam no mesmo elemento - Ar, Terra, Água ou Fogo - entre 160 a 200 anos. O ciclo de signos de Terra começou em 1802 em Virgem e completado com a última conjunção em Touro em Maio 2000. A conjunção próxima irá ocorrer em Aquário (Elemento Ar) em Dezembro de 2020. Assim, todo o ciclo através de todos os elementos tem a duração de cerca de 40 conjunções e leva cerca de 800 anos a percorrer todos os Elementos. Em 2040 a conjunção será em Libra/Balança (21). Em 2060, em Gémeos (22). Em 2080, Aquário (23). Em 2100 em Libra/Balança (24). Em 2120 em Gémeos (25). Em 2140 em Aquário (26). E por aí fora... A primeira conjunção no Elemento Água será em 2240, no signo Câncer/Caranguejo. E assim será durante cerca de 200 anos. O novo ciclo de 800 anos, com início no Elemento Fogo, terá início em 2420, no signo Áries/Carneiro.

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21 de setembro de 2011

Podemos falar de sexo, romance, afectos e emoções?


Antes de mais nada: escolhi esse título para chamar a tua atenção. Porque aquilo que a seguir vais ler trata de vários temas para além daqueles do título: sexo, romance, afectos e emoções. Porque hoje tentarei comentar aqui os encontros entre Vénus e Marte. Desde Julho que eu não escrevia nenhum artigo de fundo e, por isso, sinto que estou emperrado.

Os «ciclos» têm sempre início nas conjunções [ângulo a zero grau], dos planetas, desenvolvendo-se ao longo do tempo que faz a sua órbita ao redor Sol, até à próxima conjunção, em que se inicia novo ciclo.

O ciclo «Marte-Vénus» dura 23 meses, pois Marte desloca-se aproximadamente 50' por dia, excepto quando está retrógrado, o que acontece 1 vez em cada 26 meses e dura cerca de 80 dias. Em média, Marte permanece cerca de 2 meses em cada signo, podendo prolongar esta estadia até 7 meses, quando faz a sua retrogradação. Estou a falar de Marte em trânsito fazendo aspectos à Vénus natal.

O ciclo «Vénus-Marte» tem a duração aproximada de 1 ano, pois Vénus desloca-se à volta do Sol à razão de 1º por dia, excepto quando fica retrógrado e estacionário. Faz a sua retrogradação a cada 16 meses, durando aproximadamente 40 dias. Estou a falar de Vénus em trânsito fazendo aspectos a Marte natal.

Portanto, podemos dizer que em média há 2 ciclos «Vénus-Marte» dentro de apenas 1 ciclo «Marte-Vénus». Com toda esta linguagem mais técnica, o que quero dizer é que Marte e Vénus (em ambos os ciclos) estão continuamente a se encontrarem, algumas vezes de forma doce e sedutora e outras, de forma mais áspera e agressiva ou possessiva.

Ambos os trânsitos são bastantes similares, com várias nuances, próprias de cada planeta. O trânsito de Vénus, quando directo, é bastante rápido, e os seus efeitos duram entre 3 a 6 dias. Em contrapartida, o trânsito de Marte é mais lento e pode funcionar durante 2 semanas.

Qualquer trânsito, numa conjunção, favorece novos começos. Como estamos a falar de Vénus e Marte, num período de 2 anos, parecem acontecer 3 novos começos na área dos afectos, do sexo e das emoções fortes e sentimentos amorosos. É por isso que a monogamia foi uma invenção criada pelos humanos, porque se estes fossem deixados à vontade, teriam dentro do possível, vários parceiros/as. E, muitos, fazem-no, mais ou menos às escondidas. Em termos sociais a «família» tem um valor social superior ao íntimo de cada um. Não me compete desenvolver aqui esta questão da «família». 

Modernamente, com a aceitação legal do divórcio, as pessoas já podem dar maior vazão aos seus estados mais anímicos. Por isso, é normal encontrarmos vários tipos de famílias: filhos com mães ou pais comuns a conviverem muito bem com os filhos de outras relações dos seus pais.

O ciclo «Vénus-Marte» pode trazer o desejo interno de exercer actividades dinâmicas de cariz artístico ou, então, a vontade expressa  e mais comum de concretizar uma relação romântica. É frequente, quando passam por uma oposição que se verifiquem rupturas daquilo que já está mais cansado e gasto.

Este ciclo de Vénus introduz na pessoa a vontade de expressar mais impulsivamente a manifestação dos afectos, despertando uma forte vontade sexual. É o lado mais «natural» do ser humano a funcionar. 

Acontecem repentinos «ataques de amor» ou, frequentemente, haver brigas e discussões entre pessoas que hipoteticamente se amam, ou pelo menos, que estejam a viver uma relação. Depois, frequentemente, fazem as «pazes», com toda a carga sexual que esta situação acarreta. É bom que saibam aproveitar estes calores momentâneos.

Nos tempos actuais, tudo isto é acompanhado de grandes frustrações. Então, se o casal está no início de uma relação, o mais certo é um deles não saber se «namora» com o outro. A crise é maior do lado feminino. Quer em consultas ou por email estão sempre a perguntar-me quando é que lhes vai aparecer o «tal». Com tais níveis de ansiedade, o mais certo é não «aparecer» ninguém.

Quando é Marte a fazer a conjunção a Vénus todas estas situações ficam mais crispadas, muito mais intensas.

Estes dois ciclos estão intimamente ligados à relação sexual, apesar dos assuntos sociais exigirem igual atenção. Nas grandes cidades estes assuntos são resolvidos com rapidez com os amantes a irem para motéis ou hotéis especializados em encontros amorosos, fazendo que ambos cheguem a casa, e não exijam nada de especial dos seus conjugues ou companheiros.

Se conhece bem o seu mapa, tente confirmar estes trânsitos em que dá maior atenção ao que veste, à aparência, às emoções, perfeitamente preparados/as para despertarem o interesse dos outros. Sentem-se atraentes e estão mais propícios a aventuras românticas ou escapadelas sexuais. A classe média americana que vive nos subúrbios das grandes cidades (antes da crise) tinha o bom hábito de deixarem os filhos, apenas uma noite, com pessoas de família e alugavam um quarto de hotel por apenas uma noite com direito a champanhe. Reenergizavam-se assim.

Estes trânsitos trazem a vontade da pessoa se sentir bem, sair, jantar fora, ir a discotecas, dançar... 

Quando é Marte a fazer a conjunção as coisas podem ficar mais afiadas, dependendo muito do signo em que se encontrar. Uma certa agressividade no ar, havendo a possibilidade de discórdias, se as demandadas energéticas não forem satisfeitas. A energia sexual é mais forte e existe um desejo mais premente de fazer sexo, modernamente encapotado com «fazer amor», como se isso existisse nessa área. Mesmo que não haja carinho, afectos ou romance.

Uma dica: quando Marte está lento no seu movimento, pode significar o início de uma relação amorosa que durará algum tempo, ainda que não completamente feliz. Porque, obviamente, são relacionamentos baseados na acção sexual. E esta atracção, sem amor, tende a extinguir-se.

A prática de desportos é benéfica pela forma como reequilibra as energias contidas de natureza sexual.

Imagine o que será este ciclo quando atingem a quadratura e a oposição. O desejo sexual intensifica-se, aparecendo também a agressividade, a compulsão, a impaciência. Se o casal de companheiros estiver a passar por alguma dificuldade, será nestes trânsitos que se sentirão os seus efeitos. Se no casal, as coisas estiverem normalizadas, não passará de uma pequena tempestade. Relações iniciadas numa destas quadraturas, habitualmente, não têm futuro. Cuidado com os ciúmes, pois não esqueçamos que Marte rege dois signos: Áries/Carneiro e Escorpião e Vénus também é regente de dois signos: Touro e Libra/Balança. É muita energia junta.

Querem deixar as vossas opiniões? Agradecido

Clique aqui para conhecer as característica sgerais de Vénus e Marte em cada um dos 12 signos.

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6 de setembro de 2010

Quíron e a iniciação da alma - e a crise dos 50 anos

Sendo Úrano o planeta regente da astrologia, no entanto, é
Quíron quem rege o astrólogo e todos os terapeutas.

Este texto foi escrito e publicado por mim a 10 de Maio de 2007 no site «Escola de Astrologia Nova-Lis», entrando agora, pela primeira vez, no 'Cova do Urso'. Leia com calma e passe bem!

Quíron é um pequeno astro descoberto em 1977 por Charles Kowal, cuja órbita ocorre entre Saturno e Úrano sendo muito irregular. Para completar uma deslocação ao longo do zodíaco demora cerca de 50 anos e, atendendo à irregularidade da sua órbita à volta do Sol, a sua passagem por cada signo varia entre 1 ano e meio quando passa por Balança, a 8 ¾ anos quando atravessa o signo oposto, Carneiro.

Sente-se que existe alguma dificuldade em analisar este astro. Há pouca bibliografia, comparada com os restantes planetas. Aprendemos em astrologia que Quíron nos fala de uma ferida [física, material, psicológica ou mental] algumas vezes provocada por acidente, por distracção, por algo irrazoável ou que nunca é esperado, introduzindo, desse modo, o tema do sacrifício na vida da própria pessoa: na sua «mortalidade», na sua projecção mundana, na sua saúde, na sua vida material, etc.

Também se aprende que Quíron representa um passo importante na descoberta das fragilidades, desajustamentos e incoerências humanas, através da compreensão da inutilidade de se lutar contra ou fugir daquilo que é a nossa realidade e essência mais básicas.

É por ser insolúvel a dor sentida, que Quíron obriga ao caminho em direcção à mestria das energias humanas; é por estar compulsivamente presente que Quíron não permite que se desligue ou se abandone o caminho traçado; é por não parecer ter explicação ou justificação que o sofrimento se torna dificilmente esquecido.

Para além destas formas de nos analisarmos, procuro ter, igualmente, um outro olhar sobre Quíron:


Quando, em meditação, deixamos a terra e subimos ao céu.



Em minha opinião, é o astro do Zodíaco que mais perto trata de nos encaminhar para o mundo espiritual. A sua localização no mapa natal representa onde nos sentimos frustrados. Tal como Plutão é a resistência e Saturno a aprendizagem, Quíron é a nossa frustração. A frustração de não podermos resolver na matéria a nossa missão espiritual, de não estarmos a fazer o que a nossa alma pede. Quíron, no nosso mapa, existe para nos obrigar a sermos nós próprios, e como habitualmente não o conseguimos, daí surgir a frustração nas nossas vidas. Quíron é o planeta do como fazer.

Muitos de nós agimos pela razão errada, pois as escolhas feitas no passado, habitualmente, não foram as melhores ou as mais apropriadas. Por exemplo, tira-se um curso de informática porque pensamos que vai dar dinheiro, quando o sonho secreto seria ser veterinário, mecânico ou ter outra actividade. Nunca existiu uma época como a que atravessamos - e falando apenas do que conheço -, nunca tanta gente se sentiu tão desajustada e infeliz com as suas vidas.

Este Quíron espiritual, pode funcionar com bastante severidade, pois sendo o planeta do como fazer, pretende que concretizemos; está sempre pronto a avisar-nos: “tu não és o teu corpo, tu és a tua alma temporariamente no teu corpo”.

Antes de avançarmos com maior especificidade sobre Quíron, tentemos analisar, com algum pormenor os grandes ciclos astrológicos do ser humano. Entre os grandes ciclos escolho 3, como sendo extremamente marcantes na nossa vida adulta.


Energia espiralante através dos quatro planos.

[Esta ilustração pertence ao livro 'Quíron',
de Barbara Hand Clow. Aqui e aqui.]




Olhando para a ilustração, de baixo para cima, encontramos o primeiro trânsito deveras significativo e que vivemos intensamente – o primeiro retorno de Saturno (clicar). Retorno é quando um planeta em trânsito, dando a volta completa ao redor do Sol, “retorna” ao ponto de origem que tem no mapa natal de cada um de nós. Este retorno de Saturno dá-se por volta dos nossos 29 a 30 anos. É o trânsito que trata, sobretudo, de deixar para trás as questões mais ligadas ao nosso corpo físico. Em todo este tempo, desde o nascimento, passamos pelo crescimento físico do nosso corpo. É a aprendizagem para conhecermos o mundo mais físico e avançarmos na nossa evolução. Nessa idade, aos 29/30, já nos encontramos numa fase da vida em que sabemos algumas coisas e andamos muito ocupados na concretização dos desejos mais comuns: casamento, filhos, casa, emprego, etc. Os jovens neste ciclo podem passar por momentos de muita angústia, debatendo-se com estes e outros dilemas. É o primeiro grande ciclo do ser humano. É quando se dá o início do trabalho mais ligado ao corpo emocional ou astral. E são poucos os que compreendem esta questão, pois estão muito ocupados com as suas carreiras.

Continuando a olhar para a ilustração acima, a seguir temos o trânsito conhecido como Úrano em trânsito em oposição Urano natal (clicar). Oposição é quando um planeta em trânsito, na sua volta ao redor do Sol, atinge metade do seu caminho ficando oposto ao ponto de origem que tem no mapa natal de cada um de nós. Ocorre entre os 39 e 42 anos, consoante os mapas. Entre os 30 e os 40 as questões do corpo emocional deveriam ficar bem trabalhadas, para se prosseguir com a fase seguinte, a ligada ao corpo mental. Sendo Úrano a oitava superior de Mercúrio [o planeta da mente] somos convidados a mudar a maneira de pensar, a nossa maneira de aprender as coisas; aqui atingimos o meio da idade do Homem. Se a média de idade do ser humano ronda os 80 anos, é normal que se considere os 40, como o meio da idade do Homem. É nesta oposição de Úrano, quando se pede uma maior ligação ao cosmos, ao universo. Esse Úrano, regente de Aquário, representando “a voz de Deus”, faz-se ouvir com intensidade. E deveria dar-se uma profunda alteração na vida. Cumpre-se assim um grande ciclo do ser humano. Os propósitos anteriores associados ao corpo físico (juventude) e corpo emocional (harmonia interna) deveriam estar resolvidos. É o início do trabalho para uma mais íntima ligação com o nosso corpo mental.

Ao chegamos aos 50 anos atingimos a maturidade adulta. Entre os 49/51, temos o retorno de Quíron. Os assuntos dos corpos físico, emocional e mental, já deveriam estar bastante bem resolvidos, para agora se processar um contacto em maior plenitude com a alma. Esse contacto com a alma existe desde que nascemos. Mas esta é a fase da plenitude. A iniciação deveria estar a atingir um ponto de contacto com as Hierarquias. O trânsito é profundamente espiritual, e por o ser, é vivenciado com o corpo, sendo no dia-a-dia que aprendemos os trânsitos deste astro. Enquanto Quíron não tiver feito conjunção a ele próprio, o processo Kundalini pode não estar terminado.

É onde Quíron se encontra, no signo e na casa, que nós podemos ser úteis a nós mesmos, curando as nossas feridas internas e se com isso também ajudamos os outros, é muito bom. Mas não desatem a querer ser terapeutas porque julgam possuir um 'dom' qualquer. Não é terapeuta quem quer. No entanto, o pintor, com os seus quadros, ajuda na cura dos outros. Se eu te sigo no Facebook e gosto dos vídeos que me mostras, estás a ajudar na minha curar, sem que o saibas. Poderia dar milhares de outros exemplos, de ajuda aos outros, sem sermos terapeutas. Mas, em simultâneo, tens que te ajudar a ti próprio. Tá?

Quiron e a kundalini estão intimamente associados. É a ferida e a cura, o bloqueio e o potencial. É onde Quíron se encontra no mapa natal, que cada um tem o que de melhor possui, pois é aí onde se “esconde” a sua verdadeira essência. É o nosso Ser espiritual.


Por isso, Quíron reflecte a nossa frustração. A frustração de não conseguirmos ser quem somos ao mais alto nível espiritual. É a frustração que trazemos através dos tempos, os anseios do Ser Primordial, independente das várias encarnações e dos vários corpos e vidas que essas encarnações propuseram. Esse Ser, com ideais próprios, tinha que se confrontar com a personalidade e o ego de cada uma das encarnações, e com o carma que esses egos iam acumulando nessas encarnações. Foi assim que esse Ser espiritual foi ficando mais longe de se ver completo, de exercer em toda a sua plenitude. Agora, os tempos são diferentes e tens uma oportunidade de te reaproximares do teu Ser espiritual.

É na primeira quadratura de Quíron que a energia kundalini sobe, ou tenta subir, mas nesta sociedade ocidental, pela cultura praticada, não deixamos que essa energia suba. O propósito de Quíron é perfurar a matéria, não para estarmos desligados desta, mas para estabelecermos a ligação com os planos superiores. Como a Terra possui um véu, é necessário furar, para claramente sentirmos que estamos a viver acompanhados do nosso Eu, da nossa consciência, pelas entidades e comitivas. Apesar de estamos sempre acompanhados, infelizmente, a maior parte das vezes não temos consciência disso. Nós, com a ajuda desta perfuração kundalínica de Quíron podemos adquirir essa consciência maior.

O movimento deste planeta é tão irregular que a primeira quadratura de Quiron a ele mesmo pode dar-se entre os 5 anos e meio e os 24 anos. Quando essa primeira quadratura a ele mesmo se dá na nossa vida, essa fase é absolutamente espiritual. Imaginem a primeira quadratura dar-se numa criança de 5 a 8 anos com a agravante dos pais não perceberem o que está a acontecer, e aí temos uma criança super agitada porque a energia kundalini está a subir. São crianças hiper-activas pela acção da kundalinica, que os mais velhos castram. Quando acontece ser aos 14 ou 15 anos, temos adolescentes com problemas. E assim, por diante.

Para as pessoas habituadas a fazerem meditação ou visualização, Quíron representa o caminho, o arco-íris, a ponte, a ligação entre o mundo material e o espiritual. Da mesma maneira que o trabalho de Plutão funciona para transformar a velha consciência numa nova encaminhada para a evolução; com Neptuno tomamos consciência que estamos inseridos no cosmos, no Uno, no Todo, que somos todos Um; com Úrano é a tomada de consciência da nossa ligação ao Céu, da voz de Deus, do Eu Superior a comunicar; Quíron pretende apenas que utilizemos o nosso corpo para conectarmos com o nosso Eu Interior, ou os seres multidimensionais, com o mundo espiritual. Por isto afirmamos que Quíron é o planeta do como fazer. Quíron ensina-nos o caminho do silêncio interno.

Mesmo que alguns pensem que o vosso Eu Superior é Jesus, ou Maria, ou Saint Germain, ou ainda uma outra entidade qualquer, temos que afirmar aqui, com seriedade, que estes Seres maravilhosos não são o nosso Eu Superior. São entidades maravilhosas, nossos Mestres Maiores, mas não são o nosso Eu Superior. Gostaria de insistir nesta recomendação de Quíron: o nosso Eu Superior somos nós mesmos numa dimensão superior. Se essas entidades “nos aparecem” nas meditações, é porque usam a energia do nosso Eu Superior para chegarem até nós, porque, provavelmente, não conseguimos chegar “até lá”. É que vivemos num planeta de gravidade densa…

Quanto mais cedo se tiver a primeira quadratura de Quíron, melhor para nós, porque tudo tem um propósito e mais fluída será a vida futura. Quanto mais tarde for essa quadratura, isso vai querer dizer que podemos demorar algum tempo a conseguir a atravessar a “ponte”, até que isso se torne habitual. Uma das enormes responsabilidades dos pais de hoje é estarem atentos aos seus filhos e perceberem se eles estão a passar pela primeira quadratura de Quíron. Não é catalogando-as imediatamente de “indígos” que vão resolver a questão. Porque é nessa atenção, que reside a ajuda. Compreendendo-os, entendendo-os, mas não catalogando-os.

É de toda a conveniência não confundirmos a acção de Quíron com Plutão ou Saturno, apesar de aparentemente, terem funcionamentos similares. São os três grandes planetas que nos podem causar sofrimento “cá em baixo”, mas os objectivos não são os mesmos: Saturno é para aprendizagem, para crescermos, para corrigirmos; Plutão é claramente para uma tomada de consciência de quem somos e o que temos de fazer; Quiron é o pontapé no rabiosque para fazermos o que temos que fazer.

Terminando: o posicionamento de Quíron no meu mapa diz-me que é nessas energias e áreas de vida que eu vim a esta vida para ser útil a mim mesmo.


Quíron parece ser um desconhecido, pois raramente
aparece nas ilustrações planetárias, mesmo as mais actualizadas,
como esta, onde já se vê Plutão na nova categoria de
planeta-anão. No entanto, vemos Ceres na mesma categoria de anão.
Quíron nem é mencionado.

Quem quiser saber mais sobre Quíron, clique aqui.

António Rosa

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