quinta-feira, 28 de julho de 2011
domingo, 11 de abril de 2010
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Agora que o frio já se vai fazendo sentir (apesar de Novembro já ir a meio), tudo já começa a cheirar a Natal.
Na verdade talvez não cheire, mas eu quero que cheire, quero sentir o seu odor e confortar-me com ele. Tenho saudades do Natal, constantemente. No Dia dos Reis, largo sempre uma lágrima, porque o Natal acabou e nesse mesmo dia, as minhas entranhas sentem logo os sinais de uma nostalgia que me invade automaticamente.
A bem dizer, eu sinto mais do que saudades do Natal, eu sinto falta do que o Natal me recorda e faz sentir, porque o Natal para mim é como África, como a minha Angola e eu sinto saudades delas também.
Sei que parece contrasenso, que o Natal é frio e neve, bonecos brancos com nariz de cenoura, cachecóis, gorros e meias de lã, e o consumismo absurdo, tão comum por terras ocidentais. Mas para mim, o Natal é calor, o calor dos chás aromáticos com especiarias do Norte d'África e Oriente, o calor das lareiras, cujas cor das chamas recordam o pôr-do-sol de paragens mais a Sul, é o calor do encarnado por todo o lado, que recorda a cor da terra fértil d'Angola, é o calor do convívio entre famílias e amigos que eu recordo dos tempos de Luanda, é o calor de todos sentados à mesa, apreciando iguarias que demoraram horas a preparar, é o calor da música festiva que nos aquece o coração.
Já repararam que é quase impossível lembrar África, sem associar música ao pensamento? É como o Natal! Natal sem Jingles, Bing Crosby, Louis Armstrong, Aretha Franklin, Frank Sinatra, nem as portuguesas Janeiras, não é Natal! Tirando o Carnaval, onde a ideia do calor do samba nos faz mover os pés, lembram-se de outra comemoração que associem à música? Eu não!
Sei que ainda faltam mais do que 30 dias para..., mas eu já vou sentindo falta do Natal.