Mostrar mensagens com a etiqueta outros tempos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta outros tempos. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Um dia destes, um colega da Bologosfera escreveu um post onde colocava apenas uma onomatopeia que representava o som de um relógio, ou seja: TicTac... TicTac… TicTac.

Por brincadeira, perguntei-lhe se se tratava de um novo tipo de tortura, ao que ele me respondeu: 

«O tempo só é tortura para quem não tem mais que fazer ao tempo. - piloto automático»

Raios partam o rapaz! Obrigou-me a pensar em algo mais profundo do que eu esperava duma simples brincadeira. Mas pronto, o Tico e o Teco lá raciocinaram os dois e o pensamento aflorou-se confuso, tal como aqui descrevo.

O tempo para mim é sempre uma tortura. É uma tortura quando tenho que lhe fazer, (pois parece nunca haver tempo para fazer tudo o que tenho para fazer), e é uma tortura para quando nada se tem para fazer e não se pode fazer o que se tem de fazer, ou se quer fazer. Confuso?! Hummm….


Seja como for, o tempo é tortura... da chinesa!

Mas eu estava mesmo a falar é do som, odeio ouvir o tempo a passar e eu muitas vezes parada sem poder andar.


sexta-feira, 29 de julho de 2011


Não sei se é por ser 6ª Feira, mas o dia hoje não passsa! Estou cheia de trabalho e mesmo assim, dou por mim a espreitar as horas de 5 em 5 minutos e o relógio teima em apenas andar de 5 em 5 minutos.

Grrr!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Desta vez não tenho saudades de uma pessoa, nem de um momento especial, mas sim tenho saudades de algo que fazia muito.

Eu bem sei que nem todos tiveram este tipo de experiência, mas eu vivi grande parte da minha infância, adolescência e juventude, num país diferente do meu pai e numa altura em que o e-mail, telemóveis e muito menos SMS (como eu odeio estas 3 letras), não existiam.

Recordo-me que para falar pessoalmente com o meu pai em Angola, era preciso marcar com antecedência uma chamada que mais tarde era retornada com hora marcada. Resumindo, a comunicação era lenta, dispendiosa e levava o seu tempo. Tal como as cartas que eu acabava por escrever ao meu pai.

A carta surgia como o meio de comunicação mais fácil e completo de falar com ele, de lhe contar as novidades e de lhe pedir favores. Sempre tive maior facilidade em expressar-me por escrito do que por telefone. Não que tenha dificuldades na expressão oral, não confundam, porque não tenho, mas odeio falar com uma pessoa quando não estou a ver os seus gestos, o seu olhar, a sua expressão física. Compreendo que me digam que nas cartas também não, mas as cartas têm algo que o telefone não tem, a impressão escrita.

Cada pessoa tem uma forma própria de se expressar, a sua letra altera quando está doente, triste, ou quer esconder alguma coisa. As palavras que utiliza são diferentes, o contexto e as figuras de estilo também são diferentes de estado para estado de espírito. E é disso que eu tenho saudades. Tenho saudades de ver a letra do meu pai e de tentar descobrir, como se de um quebra-cabeças se tratasse, o que estava por trás de cada uma daquelas palavras que ele imprimia com o seu próprio punho nas folhas cuidadosamente escolhidas para me enviar via aérea.

Sim, porque para além da letra e de tudo o mais que já foi enumerado em cima, ainda havia a linguagem dos detalhes. A folha escolhida para a carta, a caneta e a cor da tinta, o envelope, se vinha ou não perfumada, ou brindada com uma flor seca, ou outro presente que ele me quisesse dar.

Tenho saudades dos rascunhos que escrevia para lhe responder, num exercício que tinha como objectivo, tentar não me esquecer de nada que fosse importante, e era sempre tanta coisa, que por vezes as cartas tinham mais de 4 folhas A4 escritas de frente e de costas.

Pronto, tenho saudades e hoje deu-me para isto… Tenho saudades também de ti, pai!

Que Deus te guarde.

Subscribe to RSS Feed Follow me on Twitter!