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quarta-feira, 4 de abril de 2012

... apenas não tive tempo para actualizar o blog com o resto das aventuras, antes de voltar para Portugal. Mas estou de volta e hoje vou actualizar tudo direitinho. Prometo!

terça-feira, 27 de março de 2012

8.30h - Uma empresa de segurança
10.00h - Uma empresa de furos de água
14.00h - Uma empresa de construção
16.00h - Uma empresa de multi-serviços e organização de eventos

Às 7.00 desço para tomar o pequeno-almoço. Pela primeira vez desde que cheguei, assustei-me. Havia agentes de segurança privada em todos os corredores e a segurança do hotel ostentava mais armas do que o normal. Quando passo pelas salas de reuniões apercebo-me que existe um congresso/seminário/qualquer coisa que o valha, sobre diamantes. Caso explicado e o susto afasta-se tão rápido quanto surgiu.

A primeira reunião era mesmo ao descer da rua. Fui a pé a apreciar tudo o que me rodeava. A vivência das pessoas continua a mesma. Tudo se passa num caos organizado que apenas os locais percebem. Depois da primeira reunião, que vai dar em cliente, acabo por decidir comprar um Laranjinha. Já tinha gasto todo o meu saldo pessoal a enviar mensagens a confirmar reuniões, por isso com 31000 Kwanzas comprei um telemóvel e uma recarga que me deve dar até ir embora. Não se assustem, é qualquer coisa como 25€.

A reunião seguinte fica em Talatona, já fora de Luanda, por isso apresso-me a arranjar um taxi, mas depois de longos telefonemas de frustração, peço à recepção para me arranjarem um.

O rapaz chega, baixinho com barriga de cerveja num carro branco, pequeno. O recepcionista apresenta-o e depois de lhe dizer para onde ia ele diz:

- 15.000 kwanza -  eu sorri e continuei
- Vamos de helicóptero? -  o recepcionista ri-se e afasta-se deixando-me a negociar com o personagem. -  3000, ida e volta.
- 12000 - insiste sem conter um sorriso.
- 4000
- 8000
- 6000 kwanzas - afirmo mais peremptória
- Feito! - Huuum! Respondeu rápido demais. Fiquei com a sensação de que 5000 teria sido o preço justo, mas como posso eu adivinhar?! Nada é tabelado, nada tem facturas ou recibos. Que dor de cabeça vai ser justificar as despesas.

Talatona foi um sucesso e levo encomenda comigo. Espero que a transferência seja feita antes de eu voltar a Lisboa. Ainda tenho de lá voltar, mas por causa de outra empresa.

Depois do almoço, as reuniões seguintes foram no hotel. Menos mal, sempre é algum que se poupa. As reuniões foram menos promissoras, mas nunca se sabe. Este trabalho de prospecção é um jogo de cegos. Andamos todos a apalpar terreno e é difícil perceber o que irá resultar ou não.

Nos intervalos entre reuniões deu para dar umas voltas a pé (desculpa mãe, mas sabias bem que não ia ficar quieta, eu não sou menina de ficar no hotel). Tive sempre a sensação que podia ser atacada a qualquer momento, mas se calhar com um pouco de sorte, nem deram por mim.

Consegui localizar alguns lugares onde vou ter reuniões durante o resto da semana e para as quais irei a pé. Prefiro assim! Não gosto nada da ideia de andar num carro com alguém que não conheço e que não passa recibo.

Choveu torrencialmente toda a noite. As estradas alagaram e vão deixar a minha 3ª Feira num caos.

Fiquei sem net das 20h às 24h, para além do tédio, fiquei sem falar com o FI....

segunda-feira, 26 de março de 2012

Depois de algum tempo de espera para que a Dra. Carla da AIDA resolvesse um problema de um saco com umas sapatilhas para entregar a dois personagens divertidos, que tinham ficado com o Sr. Engenheiro qualquer coisa também da AIDA, mas que ia seguir para a Namíbia, seguimos para o hotel.

A cidade está em convulsão. Prédios que há anos esperam demolição estão a ser deitados abaixo, torres e arranha céus crescem como cogumelos, passeios estão a ser reestruturados, as estradas estão a ser alargadas, os jardins estão a voltar a ter verde e cor, mas as fossas continuam cheias, os musseques existem em cada espaço disponível, existe lixo em todo o lado e a água das fossas continua a refrescar o alcatrão.

Chegámos ao Hotel, que mantém no meio de uma rua bem degradada, uma imagem limpa e elegante. Entrámos de caminho, enquanto a Carla combinava com o motorista do mini-autocarro para nos vir buscar em 20 minutos, pois o grupo queria ir beber uma CUCA à Ilha antes de apanharem o avião para Benguela.

Eu, respeitosamente dispensei, uma vez que não ia seguir viagem com eles, pois tenho reuniões em Luanda do dia 25 ao dia 30, mas como insistiram tanto e traziam-me de volta ao hotel e como a 1ª reunião agendada era apenas para as 15h, lá cedi e juntei-me a eles.

Ainda bem, pois o meu quarto de hotel apenas ficou livre perto das 13h e se não o tivesse feito teria apanhado uma seca no lobby, que por muito agradável que seja, ter-se-ia transformado num autêntico purgatório.

Fomos até ao Miami, comemos um prego e bebemos 1 ou 2 Cucas às 11h da manhã. Seria uma espécie de brunch.a olhar o mar e a apreciar cada toque do sol na minha pele. No entanto, porque não estou aqui de férias mas sim a trabalhar, puxei o assunto das agendas, para desagrado de alguns e descobri, que vou poupar dois taxis, um na 4ª Feira, onde existe uma Senhora no negócio das madeiras que vai à mesma empresa do que eu e outro na 6ª Feira, onde mais duas empresas, uma metalurgica e outra de formação de ambulâncias, que vão comigo aos Bombeiros.


Voltámos ao hotel, desejei-lhes boa viagem até 3ª feira e lá fui eu, tentar agilizar o quarto, para tomar um banho e trocar de roupa antes da reunião.

Dito e feito. As reuniões foram um sucesso e espero que tragam alguns dividendos dentro em breve.

Jantar no bar da piscina do Hotel e cama cedo que não dormia há mais de 48 horas.

Apenas tempo para trocar umas frases no chat com o meu amor...
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