sexta-feira, 9 de novembro de 2012
quinta-feira, 31 de maio de 2012
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes
Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que me deixa maluca, quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfrutar do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa
Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
O que interessa não é a quantidade, mas sim a qualidade!
Mas não era sobre isso que vos queria falar nesta mensagem. Queria contar-vos uma coisa que me aconteceu hoje.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Testamento
Um azul cerúleo para voar alto.
Um azul cobalto para a felicidade.
Um azul ultramarino para estimular o espírito.
Um vermelhão para o sangue circular alegremente.
Um verde musgo para apaziguar os nervos.
Um amarelo ouro: riqueza.
Um violeta cobalto para o sonho.
Um garança para deixar ouvir o violoncelo.
Um amarelo barife: ficção científica e brilho; resplendor.
Um ocre amarelo para aceitar a terra.
Um verde veronese para a memória da primavera.
Um anil para poder afinar o espírito com a tempestade.
Um laranja para exercitar a visão de um limoeiro ao longe.
Um amarelo limão para o encanto.
Um branco puro: pureza.
Terra de siena natural: a transmutação do ouro.
Um preto sumptuoso para ver Ticiano.
Um terra de sombra natural para aceitar melhor a melancolia negra.
Um terra de siena queimada para o sentimento de duração.
Maria Helena Vieira da Silva
sábado, 23 de janeiro de 2010
…E porque hoje estou com vontade de reler poemas, aqui fica um dos meus favoritos, de todos os tempos.
Estrela da Tarde – José Carlos Ary dos Santos
Era a tarde mais longa de todas as tardes
Que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas
Tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca,
Tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste
Na tarde tal rosa tardiaQuando nós nos olhamos tardamos no beijo
Que a boca pedia
E na tarde ficamos unidos ardendo na luz
Que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto
Tardaste o sol amanhecia
Era tarde demais para haver outra noite,
Para haver outro dia.Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde.
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza.
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza.Foi a noite mais bela de todas as noites
Que me aconteceram
Dos nocturnos silêncios que à noite
De aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois
Corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram.Foram noites e noites que numa só noite
Nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites
Que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles
Que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto
Se amarem, vivendo morreram.Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde.
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza.
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza.Eu não sei, meu amor, se o que digo
É ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo
E acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste
Dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida
De mágoa e de espanto.
Meu amor, nunca é tarde nem cedo
Para quem se quer tanto!
sábado, 5 de dezembro de 2009
Estava no meio de uma enorme multidão, por todo o lado existiam actores vestidos com fatos de esponja que nos remetiam para histórias de encantar, vários enfeites de Natal e neve, muita neve, camadas e camadas de neve. No entanto chovia e isso era muito estranho.
Eu observava as pessoas, parecia procurar alguém no meio da multidão anónima, procurava um olhar, um sinal, algo que me ajudasse a reconhecer alguém que não conhecia, até que senti um olhar fixo em mim. Girei lentamente 360º, procurando a origem do olhar. Encontrei um homem alto, que me fixava, não me recordo do rosto, da cor dos olhos, ou do cabelo, apenas a profundidade do olhar que me fazia arrepiar.
Ele sabia quem eu era, ele já me havia visto antes. Pensei: "Já o achei!" mas ao mesmo tempo que o fiz, senti um calafrio que me fez temer de medo, receei que aquilo não devesse acontecer e decidi tentar fugir, esconder-me. Coloquei-me numa fila, para entrar numa espécie de teatro. Tentava a todo o custo, misturar-me no meio da multidão, tornar-me anónima, apenas mais uma. Mas não fui bem sucedida.
Sinto umas mãos fortes segurarem-me os braços por trás e uma voz profunda que me diz: "Os meus desejos ainda são ordens?!" ao que eu respondo, quase sem vontade própria: "Não conheço outra forma de me entregar!"
Então ele, abre-me o punho que eu tinha cerrado e coloca-me um cartão de plástico na mão e depois de a fechar de novo, de forma a que eu não deixasse cair o objecto quase sem espessura e mantendo-me sempre de costas para ele e sem me permitir virar para o ver, disse: "Tens 5 minutos".
Fecho os olhos e respiro fundo enquanto sinto a presença avassaladora dele partir. Abro os olhos ao mesmo tempo que a mão e reconheço uma chave de um quarto de hotel. Ainda procuro o homem do sobretudo e de olhar intenso, mas ele já ali não está. Procuro o Hotel, encontro-o do outro lado da avenida e dirijo-me até lá.
Entro no lobby, espero o elevador, subo até o andar respectivo, procuro o número do quarto e paro diante da porta. Falta-me a coragem para abrir a porta, ainda levando o braço para colocar o cartão na ranhura, mas este fica estático, sem movimento, inerte no ar. Sinto a presença dele novamente nas minhas costas, uma mão que segura a minha e que a força a tomar a acção que parara a meio. A fechadura solta o som que indica que não está mais trancada e o braço esquerdo dele, bem acima da minha cabeça, empurra a porta para dentro e com o braço direito, segura-me pelo pescoço e força-me a entrar. A porta fecha-se. A voz dele diz.
- Sem preliminares.
- Demasiado sobrevalorizados! - Respondo com voz trémula e insegura!
- Sem artifícios.
- Apenas guiados pelos instintos mais básicos. - Completo.
Ele encosta-me então à parede, como se fosse um polícia que me fosse revistar, retira-me os casacos, os cachecóis e tudo que o separava da minha pele, mantendo-me sempre de costas para ele. Liberta-se ele próprio das suas roupas, agarra-me o pescoço, a sua mão contorna-o quase na totalidade e morde-me junto à junção com o ombro. Eu não grito, eu sufoco a dor física e transformo-a em algo mais, algo muito mais estimulante. Ele possui-me sem mais demoras, sem mais percalços. Fá-lo com uma desenvoltura tal, que parece não ter feito mais nada na vida, se não aquilo. Possui-me com uma violência tal, que quase sinto o meu corpo partir-se nas suas mãos, mas em vez de recear, ou ter medo, ou tentar fugir, eu apenas me entregava mais e mais e a cada gesto, a cada movimento, os nossos corpos tornavam-se apenas um.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Adoro a forma como me olhas, mesmo quando te ordeno que não o faças.
Adoro a forma como me tocas, mesmo quando imploro que pares.
Adoro o teu jeito meio ingénuo de ser, mesmo quando parece que gozo contigo.
Adoro que digas que me amas, mesmo que nunca o diga de volta.
Adoro a forma como deixas o meu corpo a tremer, em doces contracções, mesmo depois de eu te ter dito que não queria nada contigo.
Adoro sentir a tua barba por fazer roçar na minha pele despida, sentir o teu rosto no meio das minhas coxas, sentir o quente da tua respiração no meu pescoço, sentir os teus lábios cobrirem o meu corpo com beijos.
É verdade que tudo isto adoro, mas… Mas não te envaideças pois, por natureza, eu adoro adorar.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Tenho tido algum peso na consciência, porque havia começado um outro blog, que deveria conter uma das minhas histórias já terminadas, mas no entanto, tinha-o sob um pseudónimo e isso deixava-me algo inquieta, pois não gosto de coberturas, ou falsas personalidades. Eu sou quem eu sou, e isto é o que eu escrevo: quem gosta lê, quem não gosta não lê.
Finalmente, redecorei o blog e recomecei, capítulo a capitulo a dar a conhecer a viagem fantástica de um grupo de 9 pessoas muito especiais, que vivem as suas dúvidas, sentimentos e paixões, numa situação muito diferente à que estavam habituados. Uma situação limite, que os levará a fazer uma viagem interna, na qual irão conhecer outras personalidades que desconheciam. Uma história repleta de sentimentos, aventura, perseguições, sexo, amores incompreendidos e uma profunda descoberta de quem somos.
Espero que gostem, ou pelo menos, que não se sintam entediados enquanto lêem esta minha primeira tentativa de livro.
sábado, 3 de outubro de 2009
Uma vez, há muitos anos atrás, numa conversa com uma amiga, estava a contar-lhe que estava muito envolvida com alguém. Que me sentia a apaixonar por um rapaz que eu achava que seria o meu futuro marido e pai dos meus filhos. Algo que se veio a concretizar por metade (não podemos ter tudo).
Tratava-se de uma conversa típica de adolescentes, no entanto, ela fez-me uma pergunta que me deixou algo desconcertada:
- Trata-se de amor, ou luxúria?
- Existe diferença?
- Creio que sim.
- E qual é?
- Acho que no amor, o importante é dar, enquanto que num estado de luxúria, queremos sempre tirar, tirar tudo do outro, retirar o máximo proveito de forma egoísta, para proveito próprio. – fiquei a pensar no que ela me disse – O que é que tu sentes: Vontade de dar, ou simplesmente de receber?
- Na verdade, um misto de ambos.
- Como assim?
- Tenho vontade de lhe dar, dar muito amor e carinho, dar compreensão e oferecer a minha amizade incondicional, dar-lhe o meu corpo, oferecer-me por inteiro, entregar nas suas mãos a minha alma.
- Então é amor!
- De certa forma… Mas não posso dizer que seja só isso. Eu quero algo em troca.
- O quê?
- Quero o corpo dele, quero sentir o calor que ele transmite enquanto me abraça, quero sentir continuamente o prazer que faz estremecer o meu corpo, quero sugar dele o último fôlego com os meus lábios. Quero retirar-lhe tudo, enquanto dou tudo de troca. – ela desatou a rir. – O que foi?
- Tu queres é ir parar ao Inferno. Estás possuída!
Não me perguntem porque me recordei disto agora, mas estava a pensar na minha adolescência e a ver umas fotografias de quando tinha 15 anos, quando esta conversa saltou da caixa de recordações que se encontra algures no meu cérebro. Há coisas assim!
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
É lógico, que na maioria do planeta, as tradições têm tido uma tendência para obedecer às restrições criadas pela Aldeia Global e o ritual do casamento está a tornar-se muito semelhante em quase todas as culturas.
No entanto, existe uma tribo na Nigéria, os Wadabee, que têm certos preceitos sociais, quanto à corte e escolha de noivas, para além de certos hábitos que acho muito interessantes para todas as mulheres que têm alguma dificuldade em escolher um, entre vários pretendentes. Mas já me estou a adiantar de novo.
Reza então o antropólogo, que os rapazes dessa tribo, usam uns amuletos especiais,
não perde muito tempo na descrição dos mesmos e eu vou perder menos ainda…
é enfatizado ao longo de toda a descrição o facto de haver primas e primos à mistura, pelo que subentendi, que a sociedade é tão fechada, que todos os jovens acabam, de uma forma ou de outra, por ser parentes!
até aqui, nada de muito diferente da nossa sociedade ocidental!
seria tudo muito normal, se ficasse por aqui, mas não!
Apenas uma coisinha para pensarem durante o fim de semana.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
É a primeira vez dela. Ela nunca tinha dado prazer a um homem, nem mesmo desta forma tão ingénua e era a primeira vez, que ele teve que guiar uma rapariga numa situação como esta. Quando terminou, ele limpa aquela pequena mão, com lenço que tira das calças e, depois de se limpar a si mesmo, acende mais um cigarro. Ela deixa-se ficar, sem ainda perceber muito bem o que se passou. Ele está muito mais calmo agora e o seu peito, apenas se move ocasionalmente. Ele acaricia-lhe os longos cabelos com a mão esquerda e ambos mergulham num silêncio gélido, que apenas é quebrado, quando ele termina de fumar.
- Quem és tu? – pergunta angustiado. Ambos sentem que são mais do que deviam ser, mas nenhum compreende porquê. Ela não responde, apenas procura os seus lábios e beija-o. Ele sente o seu corpinho gelado, por ter estado tanto tempo, sentada naquele chão frio e molhado. Ele retribui o seu beijo e num abraço apertado, pega-a ao colo e leva-o para a outra cama. Ela é tão leve! O seu corpo é de uma insustentável leveza. Aconchega-a de novo naquele saco-cama militar. Olha-a, uma vez mais e ela volta a tocar-lhe na cara como fez, durante o seu desvario. Como foi ele capaz de a magoar daquela forma? Ela gosta do seu rosto, dos seus olhos. Ele levanta-se, tem que se levantar. Ele não pode sentir o que sente. Se o fizer, tudo estará perdido. Ele afasta-se em direcção ao exterior da tenda, mas ela fala. A suavidade da sua voz faz com que a sua pele se arrepie.
- Fique! Por favor, fique. – ele detém-se, mas não consegue perceber o que se passa naquela pequena cabeça. – Tenho medo. – ela não queria ficar sozinha. Tinha-se recordado do que se passara com os colegas dele e não queria que ele a deixasse só. Ela levanta o saco cama, em claro gesto de convite e aguarda pacientemente o calor daquele corpo, estranhamente familiar. Ele deita-se e ela abraça-o. Sabe que enquanto estiver com ele, durante aquela noite, estará a salvo. Adormecem.
O dia amanhece. Os dois companheiros de campanha daquele homem exausto, já se levantaram, cumpriram as suas funções diárias e começam a estranhar a demora do seu superior. O mais velho, decide entrar na tenda e acordá-lo.
- Acorda François. – ele grunhe – Acorda! – ele acaba por abrir os olhos. Ela acorda com ele. Ele senta-se, tentando acordar totalmente, mas a boa disposição do seu companheiro irrita-o. – Não me diga que ela lhe deu assim tanto trabalho. – olha-a desconfiado – É tão miudinha! – ri-se. Mas ele não pretende que aquilo continue. Algo aconteceu na noite anterior, que o fez mudar de ideias, quanto a direcção que aquela missão deve tomar.
- A partir de agora, eu não quero ouvir mais comentários desse tipo. – o outro homem, bem mais velho que ele, espanta-se, mas sabe qual é o seu lugar e responde formalmente ao seu superior.
- Assim seja, chefe. – ela recorda-se dele da noite anterior, recorda-se de como ele e outro que ela ouvia fora da tenda, a ataram a uma árvore, a despiram e quase a violaram debaixo da chuva da noite anterior. Lembra-se de que ele lhe batera tanto que acabou por perder os sentidos. Ela retrai-se e puxa o saco-cama para se tapar. Ele olha para o ar assustado dela e cai em si. Aproxima-se do subordinado.
- Devolve-lhe as roupas e dá-lhe o que comer. – diz enquanto passa o seu braço por cima do ombro daquele homem, que o tratava com uma intimidade paternal. – Vocês fizeram café? – pergunta-lhe, levando-o para fora da tenda. Assim ela teria tempo para se recompor. Ele pareceu-lhe ainda mais belo, agora que o sol iluminava a tenda e o verde dos seus olhos parecia ainda mais vivo. Ela parecia-lhe menos pequena, mas mais assustada. Ele queria protegê-la, mas ainda não tinha descoberto como.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Frustrado e cansado de tudo aquilo, ele ata-lhe as mãos, mas de nada lhe serve. Ela continua a surpreendê-lo e a fugir-lhe. Depressa se livra dos nós apressados. Uma imagem de enguia vem-lhe à cabeça, mas ele não se quer distrair, ele realmente a deseja e esbofeteia-a. Sente-se tão infeliz que acaba por descarregar toda a sua frustração, no rosto daquela jovem e só pára, quando se apercebe que ela mal consegue respirar e sente, como um gesto de derrota, a sua mão macia, acariciar-lhe o rosto áspero, da barba por fazer.
- Jack! – chama, com as poucas forças que lhe restam.
Ele tinha falhado. Ela podia ser facilmente dele, mas ele agora não a queria. Seria fácil demais, ela está quase inconsciente. Levanta-se e aperta as calças. Tapa-a com um saco cama. Acende um outro cigarro, apaga os candeeiros e deita-se na outra cama. Quem seria o Jack? O namorado dela? Não era esse o nome de que ele se recordava.
Ela apenas consegue ver a ponta avermelhada do seu cigarro. Ela recupera o fôlego. Não sabe porquê, mas sente-se culpada pela comiseração daquele homem. Sente a sua respiração, tenta adormecer, mas não consegue. Quase que aposta que ele está a chorar, sente o seu corpo estremecer de frio, mas ele permanece imóvel, barriga para cima, a acender cigarros, uns atrás dos outros. Levanta-se. Os seus olhos já se habituaram à semi-escuridão daquele lugar. Ele sente-a, mas não se importa. Ela retira um cobertor de uma das mochilas. Vai ter com ele, lentamente, sem barulho. O seu corpo dói-lhe, mas ela está habituada.
Ela tapa-o e aconchega-o. A sua ideia era voltar de novo para a sua cama, mas o cheiro dele atrai-a por demais. Senta-se no chão e pousa a sua cabeça no seu peito. Ela quer sentir a sua respiração. Ele não percebe o que se passa, mas gosta de a sentir. Ela não resiste e acaba por lhe beijar o peito. Ele não se mexe. Ela explora com as suas pequenas mãos, os seus volumosos músculos, acariciando-o ternamente. Algo os tinha unido e eles não o sabiam, ainda. A respiração dele torna-se mais pesada, mais ruidosa e rápida, mas ela não afasta a face do seu peito. Ela gosta de o ouvir respirar, é-lhe reconfortante, mas ele quer mais. Apaga o cigarro e agarra-lhe na mão. Ela assusta-se, mas não se move. Ambos aguardam um momento. Um pequeno impasse entre amantes. Era isso que eles eram por fim, mesmo que nenhum deles o quisesse admitir. Ele ensina-a o que deve fazer, guia aquela pequena mão para um local mais íntimo e privado, ao qual ela nunca se atreveria a tocar. Ela não se repugna com a ideia e ele ajuda-a, num gesto cadenciado e lento, a dar a si próprio, um pouco de prazer.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Não quero acusar ou defender ninguém e antes de continuar com esta mensagem tenho que confidenciar, que tenho evitado ouvir noticiários nos últimos dias e até lido jornais, simplesmente porque já não aguento com tanta incompetência e ineficácia, tanto dos jornalistas, como do governo, como do Mundo, como de mim, que me sinto impotente para fazer seja o que for para mudar o rumo das coisas. Mas acontece que quando se sai todos os dias para trabalhar e todos os dias se abre a internet, não ser bombardeada com a notícia do momento é impossível e foi o que aconteceu esta manhã.
Li esta notícia linkada por um outro blog (aqui), e antes de ter ouvido a gravação, o primeiro pensamento, foi:
“É impossível distanciar a História do sexo. O sexo esteve e está presente em todos os grandes acontecimentos históricos. As orgias sexuais, faziam parte integrante da cultura de todas as sociedades pré-cristãs (gregos, romanos, egípcios, otomanos e até pré-históricas), pelo que não vejo como podem suspender uma mulher por ter abordado o assunto durante uma aula de História. As “crianças” aos 15 anos já não são inocente e têm obrigação de saber o que é o sexo, como se faz e o que se faz com o mesmo (é claro que ninguém aos 15 anos é criança e tratá-las como tal, resulta de uma infantilização que apenas favorece os adultos que se tornam mais válidos na sociedade com o retardar da independência dos jovens).”
Infelizmente, o meu pensamento teve que ficar por aqui, pois o que se passou naquela sala não foi nada do que estava a imaginar e a prepotência, a ignorância, a ineficiência e a simples inexistência de qualquer resquício de um professor de qualidade naquela senhora, é simplesmente atroz. É pena que a maioria dos professores de hoje, sejam incapazes de introduzir o sexo como um tema natural nas suas aulas, que seja incapazes de manter uma conversação casual sobre o assunto e que se reduzam a isto. Desta forma o sexo continuará a ser visto pelos pais e pela sociedade como um tabu, um monstro, do qual se tem que avisar às crianças para fugirem, denunciarem e queimarem na fogueira.
Sinto-me triste, desolada e durante mais algum tempo, vou voltar a introduzir a minha cabeça no buraco, como uma avestruz.
sábado, 16 de maio de 2009
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
terça-feira, 8 de julho de 2008
E porque hoje acordei ao som desta música:
O meu amor tem um jeito manso que é só seuE que me deixa louca quando me beija a bocaA minha pele toda fica arrepiadaE me beija com calma e fundoAté minh'alma se sentir beijadaO meu amor tem um jeito manso que é só seuQue rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidosCom tantos segredos lindos e indecentesDepois brinca comigo, ri do meu umbigoE me crava os dentesEu sou sua menina, viu?E ele é o meu rapazMeu corpo é testemunha do bem que ele me fazO meu amor tem um jeito manso que é só seuQue me deixa maluca, quando me roça a nucaE quase me machuca com a barba mal feitaE de pousar as coxas entre as minhas coxasQuando ele se deitaO meu amor tem um jeito manso que é só seuDe me fazer rodeios, de me beijar os seiosMe beijar o ventre e me deixar em brasaDesfruta do meu corpo como se o meu corpoFosse a sua casaEu sou sua menina, viu?E ele é o meu rapazMeu corpo é testemunha do bem que ele me faz
sábado, 5 de julho de 2008
terça-feira, 1 de julho de 2008
Quero satisfazer o meu tacto, a minha pele e sentir o toque forte das suas mãos, a força dos seus bíceps, tríceps, quadríceps, abdominais, glúteos, sentir o calor da sua pele, sentir a aspereza da sua barba por fazer, a suavidade acetinada do seu alter-ego, de sentir a doce dor da penetração, que depressa se transforma em puro prazer.