O que é que será que me prende à saga X-Men? O excelente enredo? O facto de ser uma das novelas cómicas que eu mais aprecio desde criança, ou o facto de que sempre que sai uma sequela do filme, o elenco melhora exponencialmente.
OK. Vocês já sabem o que eu penso dos filmes de acção, por isso só posso dizer, que o filme não desilude. Tem todos os requisitos para nos manter atentas ao ecrã: acção, espectaculares lutas coreografadas, Ryan Reynolds, CGI, excelente montagem, efeitos sonoros de cair para o lado, Hugh Jackman, a eterna batalha do bem contra o mal.
Mas o mais importante (façam um esforço para acreditar que é o que eu acho mais importante), é que Wolverine mostra de forma clara e inequívoca, o nascimento de um herói traumatizado, complexo e fascinante, exactamente, por ser idiossincrático. Wolverine é o mais corajoso, animalesco e selvagem dos X-Men, e, por isso, por ser um ser atormentado na busca constante do seu próprio Eu, torna-se no mais fascinante e apaixonante personagem da saga criada por Stan Lee e Jack Kirby na década de 60.
Eu adorei o filme. Bom fim-de-semana!