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terça-feira, 26 de maio de 2009

O que haverá na imagem de um Vampiro que me fascine tanto, bem com a uma boa parte da população Mundial?! Basta ver os resultados de bilheteira do Blade, do Entrevista com um Vampiro, Underworld, Crepúsculo, Drácula, ou então do sucesso das séries televisivas Buffy, Moonlight, Angel, True Blood… Já para não falar da literatura.Angel Poster

 

Será o facto de eles serem seres mais ligados aos seus instintos, ao seu lado animal, o facto de serem quase imortais, por serem um género de máquina do  tempo, por serem seres torturados  em constante batalha interna, por invariavelmente se apaixonarem por humanos, por poderem fazer o que querem?!

Na realidade sempre que tenho que explicar um vampiro, não consigo evitar associar a imagem a uma sanguessuga, mas depois penso em todas as minhas recordações sobre o assunto e não consigo evitar fascinar-me de novo. Deixar-me seduzir, tentar compreender e sobretudo, dar um pouco de colinho a uma destas criaturas.

Têm sempre um aspecto tão desesperado.

segunda-feira, 10 de março de 2008

...há alguns dias a questionar-me porque não conseguia definir o homem que procuro e hoje dei por mim a perguntar como posso eu descrever-me e por incrível que pareça, apenas as coisas negativas, ou com as quais eu não estou contente, surgiram automaticamente, nos meus pensamentos, como se fosse um casamento que não deu certo, os empregos e oportunidades que deixei escapar o mau humor, quando não durmo o que devia, o não ter nenhum relacionamento amoroso, digno desse nome desde o meu divórcio; ou o meu corpo, as características que realmente me definem. Li uma vez que quando andamos assim perdidos na nossa identidade não devemos insistir.

O melhor é mesmo, afastarmo-nos das questões complicadas e começar por um exercício simples: realizar uma lista de tudo aquilo que gostamos.

É inacreditável como depressa nos apercebemos da pessoa que somos quando vemos uma lista daquilo que gostamos, em vez daquilo que nos irrita.

A lista que saíu foi esta:

Gosto de escrever, é o meu refúgio, a minha forma de expressão; gosto de café; gosto de limão; gosto de tartes; gosto de filmes, de cinema; gosto de teatro; gosto tanto de ler, que sou incapaz de dizer que livro gostei mais; gosto de viajar, nem que seja na minha mente; gosto de estar em casa, de voltar para casa; gosto de companhia; gosto da solidão e do silêncio; gosto de Arquitectura e de História; gosto de rir de mim própria e com os outros; gosto de elogios, apesar de não saber o que fazer com eles; gosto de África e das suas terras encarnadas; gosto do cheiro que a chuva deixa no ar e do cheiro de livros antigos; gosto de andar a pé; gosto de chorar, liberta; gosto de crianças, das minhas e dos outros; gosto de Samba, Bossa Nova, Jazz e de Fado, gosto dos meus amigos e de estar com eles; gosto de comprar para os outros, mais do que para mim; gosto do Natal; gosto das desculpas para ter todos os amigos e famílias reunidos, nem que para isso tenha que inventar pretextos; gosto de rotinas, só assim posso ter o prazer de as quebrar; gosto de festas de gala; gosto de qualquer festa; gosto de telefonemas de família; gosto das discussões da minha família (admitam: ninguém tem razão); gosto de saltos altos; gosto da liberdades dos rasos; gosto de desportos radicais; gosto de adrenalina; gosto da minha família; gosto dos familiares que ficaram para trás (nunca os deixei de amar); gosto de trabalhar; gosto de organizar; gosto de stress q.b.; gosto de dançar; gosto de cães, gatos e cavalos; gosto de corpos masculinos em forma; gosto de um corpo quente junto meu ao deitar; gosto de perfumes de homem; gosto de beijos e de ser acordada com eles, ou de acordar alguém com; gosto de vinho e boa comida; gosto de cozinhar; gosto de receber os meus amigos e família em casa; gosto das manhãs; gosto das tardes; gosto das noites; gosto do calor, do sol e do mar; gosto do campo; gosto de amar; de perdoar; gosto de sentir; gosto muito de viver.

Agora tirem as vossas conclusões. Tenho a certeza que algumas serão de chorar a rir...


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