Não quero acusar ou defender ninguém e antes de continuar com esta mensagem tenho que confidenciar, que tenho evitado ouvir noticiários nos últimos dias e até lido jornais, simplesmente porque já não aguento com tanta incompetência e ineficácia, tanto dos jornalistas, como do governo, como do Mundo, como de mim, que me sinto impotente para fazer seja o que for para mudar o rumo das coisas. Mas acontece que quando se sai todos os dias para trabalhar e todos os dias se abre a internet, não ser bombardeada com a notícia do momento é impossível e foi o que aconteceu esta manhã.
Li esta notícia linkada por um outro blog (aqui), e antes de ter ouvido a gravação, o primeiro pensamento, foi:
“É impossível distanciar a História do sexo. O sexo esteve e está presente em todos os grandes acontecimentos históricos. As orgias sexuais, faziam parte integrante da cultura de todas as sociedades pré-cristãs (gregos, romanos, egípcios, otomanos e até pré-históricas), pelo que não vejo como podem suspender uma mulher por ter abordado o assunto durante uma aula de História. As “crianças” aos 15 anos já não são inocente e têm obrigação de saber o que é o sexo, como se faz e o que se faz com o mesmo (é claro que ninguém aos 15 anos é criança e tratá-las como tal, resulta de uma infantilização que apenas favorece os adultos que se tornam mais válidos na sociedade com o retardar da independência dos jovens).”
Infelizmente, o meu pensamento teve que ficar por aqui, pois o que se passou naquela sala não foi nada do que estava a imaginar e a prepotência, a ignorância, a ineficiência e a simples inexistência de qualquer resquício de um professor de qualidade naquela senhora, é simplesmente atroz. É pena que a maioria dos professores de hoje, sejam incapazes de introduzir o sexo como um tema natural nas suas aulas, que seja incapazes de manter uma conversação casual sobre o assunto e que se reduzam a isto. Desta forma o sexo continuará a ser visto pelos pais e pela sociedade como um tabu, um monstro, do qual se tem que avisar às crianças para fugirem, denunciarem e queimarem na fogueira.
Sinto-me triste, desolada e durante mais algum tempo, vou voltar a introduzir a minha cabeça no buraco, como uma avestruz.