Não quero ninguém que morra por mim, ninguém que morra por amor ou por outra razão qualquer por mim provocada. Não quero alguém que se sinta tão subjugado a mim, que seja incapaz de conceber outra forma de estar, não quero!
Quero alguém que esteja comigo, que viva por mim, que queira fazer coisas comigo. Quero alguém que me entrelace nos seus braços, que me proteja apenas com a sua presença, alguém que se arrepie com o toque da minha pele, mas que mantenha todas as suas forças, toda a sua essência. Não quero ninguém que ao meu toque deixe de ser.
Não quero alguém que me diga apenas o que quero ouvir, não quero alguém que me faça irritar pela falta da verdade. Não quero alguém que aparente, quero alguém que seja. Não quero alguém que se esconda, mas alguém que se assuma, que simplesmente exista, sem artifícios, sem jogos, sem camadas. Quero a a idiossincrasia completa.
Não quero alguém que me ame com a mesma intensidade que eu, apenas quero que goste de mim, seja de que forma for. Não quero que todos gostem de mim, nem mesmo as pessoas de quem eu gosto. Não quero que elas sintam a minha falta, da mesma forma que eu sinto, intensamente, a falta delas, se o fizesse estaria a desejar o mal das mesmas e eu não o desejo. Queria poder sentir que em algum momento especial eu fui única, isso seria o suficiente, mesmo sabendo que existe sempre quem ocupe o nosso lugar. Mas pensar que alguém, em algum momento, por mais fugaz que tenha sido, pensou e sentiu assim, já me satisfaz.
Simplesmente não quero! Não quero ser apenas alguém que passa pela vida, sem que ninguém note. Mas também não quero que a minha presença seja tão opressiva, tão poderosa, que ninguém suporte estar perto de mim.
Apenas quero… apenas quero… apenas quero… que tudo tenha um sentido, que tudo tenha um valor real.
Existem coisas, que não devem ser explicadas, pois se forem, perdem todo o encanto e magia que envolve os sentimentos e pensamentos de quando estamos a viver uma situação, que nos faz sentir bem! Passamos a vida a racionalizar cada um dos passos que damos, cada uma das acções que tomamos, pesamos os prós e os contras, tentamos ver a imagem de todos os ângulos possíveis e tentamos antecipar no futuro, aonde é que nos leva aquilo que vamos fazer. No meio disto tudo, esquecemos-nos, simplesmente, de viver o momento.