Mostrar mensagens com a etiqueta Amigos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Amigos. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

 

amor.jpg_2 Eu só conheço uma forma de amar e essa é a mais simples e a mais desinteressantes de todas: a da entrega total. Quando se ama temos obrigação de ser tudo, de sermos por inteiro aquilo que o outro precisa de nós.

É impossível para mim, pensar em amar por metade, por um terço, ou por qualquer outra fracção matemática da matéria. Sim porque o amor é massa, é algo palpável, algo que se sente, algo se dá e recebe e logo, deveria estar sobre as regras da física por todos conhecidas. Mas não está. E não está porque ele não respeita essas divisões materiais. O amor em vez de ser uma massa que diminuiu durante uma divisão, é uma massa que vai aumentando, que se vai multiplicando e expoenciando. Quantos mais divisores tivermos nesta fracção, mais dividendos se vão encontrando.

O amor acumula, damos 100% a todos os que precisam, a todos os que amamos, porque é impossível, amar por bocados e é impossível não poder amar mais.

domingo, 10 de janeiro de 2010

 

abismo (2) Não quero ninguém que morra por mim, ninguém que morra por amor ou por outra razão qualquer por mim provocada. Não quero alguém que se sinta tão subjugado a mim, que seja incapaz de conceber outra forma de estar, não quero!

Quero alguém que esteja comigo, que viva por mim, que queira fazer coisas comigo. Quero alguém que me entrelace nos seus braços, que me proteja apenas com a sua presença, alguém que se arrepie com o toque da minha pele, mas que mantenha todas as suas forças, toda a sua essência. Não quero ninguém que ao meu toque deixe de ser.

Não quero alguém que me diga apenas o que quero ouvir, não quero alguém que me faça irritar pela falta da verdade. Não quero alguém que aparente, quero alguém que seja. Não quero alguém que se esconda, mas alguém que se assuma, que simplesmente exista, sem artifícios, sem jogos, sem camadas. Quero a a idiossincrasia completa.

Não quero alguém que me ame com a mesma intensidade que eu, apenas quero que goste de mim, seja de que forma for. Não quero que todos gostem de mim, nem mesmo as pessoas de quem eu gosto. Não quero que elas sintam a minha falta, da mesma forma que eu sinto, intensamente, a falta delas, se o fizesse estaria a desejar o mal das mesmas e eu não o desejo. Queria poder sentir que em algum momento especial eu fui única, isso seria o suficiente, mesmo sabendo que existe sempre quem ocupe o nosso lugar. Mas pensar que alguém, em algum momento, por mais fugaz que tenha sido, pensou e sentiu assim, já me satisfaz.

Simplesmente não quero! Não quero ser apenas alguém que passa pela vida, sem que ninguém note. Mas também não quero que a minha presença seja tão opressiva, tão poderosa, que ninguém suporte estar perto de mim.

Apenas quero… apenas quero… apenas quero… que tudo tenha um sentido, que tudo tenha um valor real.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Nem sei muito bem sobre o que vai ser esta mensagem. Preciso de tirar daqui aquele desabafo tão atiçado que realizei, até porque é Natal e não é data que condiga com este tipo de sentimentos, mesmo quando eles apenas existem, porque sinto demasiado carinho pela pessoa visada.

Assim sendo, e sem muito mais para dizer, porque há alturas assim em que a inspiração segue caminhos que devem ser explorados de outras formas, desejo-vos a todos um Feliz Natal, junto daqueles que vos amam e que vocês amem, cheio de paz e carinho.

Pensem que por vezes, a mera presença de um pessoa que é amada, vale muito mais que uma jóia preciosa, sobretudo quando essa pessoa, nem sempre pode estar presente nos outros dias.

Para aqueles que amamos sem perceber porquê, para aqueles que gostamos e para o resto do Mundo:

Muitas felicidades!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

… Que é que podia ser mais?! Para o Natal, é claro!

O frio já se faz sentir; os casacos e cachecóis, são uma realidade incontornável; os miúdos de manhã, quando vão para a escola já parecem uns esquimós; já se testam as luzes; já se ensaiam decorações; o cheiro das castanhas a assar nos carros da rua, já fica perdido na humidade fria do ar e alguns lares já se preparam para a grande festa da família.

Tenho que admitir que este ano foi complicado entrar no espírito, mas desde Sábado que a engrenagem foi iniciada e já estou em Modo Natal. Já comecei a preparar e organizar os jantares com os amigos e a marcar encontros para a escolha do amigo secreto.

Ah! Tu que sabes quem és, obrigada por cederes a casa para o jantar, assim juntamos toda a gente num dia só e poupamos três jantares de engorda em restaurantes, para podermos estar com todos!

No dia 1, o tradicional passeio a Sintra, já está combinado. Quero ver quem vai faltar este ano! No dia 8, montar as decorações, cujo tema é, este ano: Neve na floresta encantada. (aguardem pelas fotos). E depois, só falta mesmo acabar de comprar o que ainda não comprei e fazer os embrulhos

Sim eu sou daquelas loucas que desmancha os embrulhos das lojas e que gasta, por vezes, mais na embalagem do que no presente. A ideia é dar uma lembrança, demonstrar o quanto gosto e me preocupo com as pessoas e não, ficar sem dinheiro na conta.

30 dias para o Natal, a contagem decrescente começou!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

 

Estava no outro dia a tomar um café com uma amiga, ainda casada e já com dois filhos, quando a inevitável pergunta chegou:

 

 

 

- Então e tu?! Quando é que voltas a casar e trazes ao Mundo mais umas almas?! – assunto que eu tentei educadamente ignorar, respondendo:

- E desde quando, para trazer almas a este mundo, preciso de me voltar a casar?

- Ah! Lá estás tu! – despachou incomodada na sua moral fechada e tradicionalista, dando um golo no seu capuccino. – Mas com toda a certeza deve haver um tipo de homem que te encha as medidas, ou não? – encolhi os ombros na esperança de que se nada dissesse, o assunto mudasse para outra coisa qualquer – Tu não me encolhas os ombros, que já te conheço há tempo de mais para me deixar levar por essas tuas manhas. Que é que tu pretendes num Homem?

- Não percebo a tua pergunta, pois não há nada para pretender.

- Tu sabes o que eu quero dizer: Quais são os requisitos da tua lista para que um homem pudesse arrebatar essa pedra que tens no lugar do coração? – aquilo começava a ser o limite que eu iria aceitar daquela conversa, pelo que dividi a minha resposta em três partes:

- Em primeiro luar, se o meu coração fosse uma pedra, eu não estaria aqui a falar contigo, se a ideia era realizar uma metáfora para o facto de não me apaixonar feita uma galinha tonta, erraste o órgão, pois devias ter falado do cérebro; quanto aos requisitos, reduzem-se penas a um. – deixei a questão no ar, pois precisava de me lembrar de um que fosse, de certa forma, inteligente, o que nem sempre é fácil para mim.

- E estás a pensar partilhar?! – lembrei-me de um filme do Harrison Ford e disparei:

- O meu tipo de Homem, seria um, em que numa ilha deserta e apenas com um canivete suíço, fosse capaz de construir um palácio.

- Assim não arranjas nenhum! Estás a pedir de mais de um mísero Homem. – afirmou da sua forma peremptória.

- Amiga, se te consegues contentar com menos, isso é apenas um problema teu, agora eu não me vou contentar com alguém que não consiga, no mínimo, fazer o mesmo que eu.

Escusado será dizer que a conversa mudou automaticamente para as cólicas que a Joaninha tinha tido na noite anterior.

Desculpem todos aqueles que acham que fui má para uma amiga que apenas estava preocupada comigo, mas sinceramente, eu não tenho que me contentar com menos.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

“Odeio falar ao telefone!”

SONY DSC Sei que nos dias que correm é quase ridículo fazer tal afirmação, mas é a mais pura das verdades. Se não fosse o facto de serem tão úteis em casos de necessidade, nem teria um, nem fixo nem móvel, simplesmente não teria.

Sempre admirei as pessoas que falam ao telefone durante horas a fio, que conversam sobre tudo e sobre nada, que contam as novidades da vizinhança, que relatam cada segundo do seu dia, incluindo quantas vezes foram à casa de banho, sobre o episodio da telenovela da TVI, na noite anterior, sobre a telenovela da SIC e do filme que viram no Domingo à tarde.

Sempre admirei as pessoas que ficam horas a namorar ao telefone: “Meu amor, isto!”; “Meu amor, aquilo!”; “Beijinho, para aqui”; “Beijinho para lá”; “Amo-te muito, meu amor!” (algo que é, aliás, um pleonasmo) e enquanto isto, estão a comer, a ver televisão; em voz alta com os amigos; no quarto de banho; a limparem o nariz; a jogarem consola.

Não quero com isto dizer que não gosto de falar, antes pelo contrário, adoro uma boa conversa, estar horas com os amigos e falar sobre tudo e mais alguma coisa, mas ao vivo e a cores, em carne e osso, onde podemos ver e sentir a reacção de cada um ao que se está a falar, onde existe movimento corporal, onde os olhos falam tanto, ou mais, que a boca, os lábios e a língua.

Até mesmo algo escrito tem para mim mais valor que um telefonema. ao menos, o acto de escrever implica uma acção em vários actos: primeiro sente-se; depois raciocina-se; codifica-se em linguagem e depois, sem fazer uma segunda coisa simultânea, pois escrever implica concentração, escreve-se, passa-se para o papel, para o pc, ou até mesmo para o odioso “Smal Message Service”.

O Telefone por sua vez deve ser algo a ser usado em caso de urgência, em comunicações curtas e pontuais. Pequenas combinações, para marcações, ou desmarcações, ou para a típica pergunta, talvez a que melhor caracteriza os nossos tempos:

- Aonde é que estás?!

Que é geralmente seguido com o:

-  Deixa estar que já te estou a ver!

Que se segue, por sua vez, com o típico desligar do telemóvel na cara.

Subscribe to RSS Feed Follow me on Twitter!