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terça-feira, 19 de maio de 2009

Não quero acusar ou defender ninguém e antes de continuar com esta mensagem tenho que confidenciar, que tenho evitado ouvir noticiários nos últimos dias e até lido jornais, simplesmente porque já não aguento com tanta incompetência e ineficácia, tanto dos jornalistas, como do governo, como do Mundo, como de mim, que me sinto impotente para fazer seja o que for para mudar o rumo das coisas. Mas acontece que quando se sai todos os dias para trabalhar e todos os dias se abre a internet, não ser bombardeada com a notícia do momento é impossível e foi o que aconteceu esta manhã.

Li esta notícia linkada por um outro blog (aqui), e antes de ter ouvido a gravação, o primeiro pensamento, foi:

“É impossível distanciar a História do sexo. O sexo esteve e está presente em todos os grandes acontecimentos históricos. As orgias sexuais, faziam parte integrante da cultura de todas as sociedades pré-cristãs (gregos, romanos, egípcios, otomanos e até pré-históricas), pelo que não vejo como podem suspender uma mulher por ter abordado o assunto durante uma aula de História. As “crianças” aos 15 anos já não são inocente e têm obrigação de saber o que é o sexo, como se faz e o que se faz com o mesmo (é claro que ninguém aos 15 anos é criança e tratá-las como tal, resulta de uma infantilização que apenas favorece os adultos que se tornam mais válidos na sociedade com o retardar da independência dos jovens).”

Infelizmente, o meu pensamento teve que ficar por aqui, pois o que se passou naquela sala não foi nada do que estava a imaginar e a prepotência, a ignorância, a ineficiência e a simples inexistência de qualquer resquício de um professor de qualidade naquela senhora, é simplesmente atroz. É pena que a maioria dos professores de hoje, sejam incapazes de introduzir o sexo como um tema natural nas suas aulas, que seja incapazes de manter uma conversação casual sobre o assunto e que se reduzam a isto. Desta forma o sexo continuará a ser visto pelos pais e pela sociedade como um tabu, um monstro, do qual se tem que avisar às crianças para fugirem, denunciarem e queimarem na fogueira.

Sinto-me triste, desolada e durante mais algum tempo, vou voltar a introduzir a minha cabeça no buraco, como uma avestruz.

sábado, 5 de julho de 2008

Sei que irei ser trucidada por causa desta opinião, mas não me importo. Não posso permitir que o politicamente correcto, seja mais importante do que a livre expressão de opiniões. Há certos pensamentos que têm e devem de ser comunicados, ou transformam-se em bombas relógio, prontas a explodir a qualquer momento, por isso, aqui vai.
Eu consigo compreender a Homossexualidade, a sério e quero que acreditem, pois é importante para perceberem o que quero dizer. Eu consigo compreender que um ser humano se sinta atraído, sexualmente, pelas características físicas e psico-comportamentais, do mesmo género e creio, que esta é a definição de homossexualidade.
Contudo, não consigo compreender a "Gaysice" e a Bichanice, pois sinceramente, se alguém se sente atraído pelas características do mesmo sexo, não devia, por princípio, sentir-se atraído por um produto de contra facção, ou substituto do sexo oposto. Consigo perceber um "Alexandre o Grande", sentir-se atraído por um corajoso e musculado Efaísto, cheio de cicatrizes de batalha, que marcam o seu corpo másculo. A sério que entendo e se eu fosse um homem, seria com toda a certeza Homossexual. Mas não consigo compreender um homem que se sente atraído pelas características do mesmo género, morrer de amores, por um "Castelo Branco", aos berros no meio do campo de batalha; "Ai acudam, acudam, que a espada dele é tão grande!", num tom de voz tão agudo, que apenas seria suportável numa diva de celulóide do cinema mudo. Nem compreendo que se tenham que tomar atitudes do género oposto, apenas para facilitar as nossas opções sexuais (porque é um acto em si, contraditório).
Entendo que o ser humano, nasce com uma dualidade sexual e que esta pode exprimir-se de uma forma mais feminina, ou mais masculina. Eu própria identifico-me muito mais, com alguns comportamentos e gostos masculinos, do que seria de esperar. Por isso, sim, também compreendo isso. No entanto, seria incapaz de me sentir atraída por outras mulheres. MAs isso sou eu, que talvez tenha nascido com o órgão sexual certo: homem que gosta de homens em corpo de mulher. (brincadeira, claro)
Agora eis que chegamos à questão: A Transsexualidade. O principal ponto, ou argumento de defesa desta prática, é a de as pessoas acharem que estão presas no corpo errado: homens que acham que são mulheres e vice-versa. Até aqui, tudo bem. Contudo, não são raros os casos que têm surgido, que me fazem pensar que a transsexualidade, não é mais do que o último recurso de um homofóbico extremo.
Podem garantir-me que, antes de qualquer mudança de sexo, as pessoas são altamente avaliadas e que apenas, os verdadeiros casos é que avançam. Mas se assim é, como se explica que os órgãos sexuais de origem, não lhes sejam retirados? Se são mulheres presas em corpos de homem, o pénis devia causar-lhe desgosto. Se é um homem, preso em corpo de mulher, ter menstruação, poder engravidar e até mesmo ter uma vagina, devia causar incómodo, náuseas e depressão. Mas isto continua a acontecer. Operações de transsexualidade, de mudança de género nada têm! São apenas um up-grade dúbio, e em vez de homens ou mulheres, passam a ser casos raros na natureza, de hermafroditismo. E isto tanto acontece, que agora tivemos uma mulher, que utilizando uma dispendiosa máscara de Carnaval de Homem, para poder levar uma vida social masculina, tirou umas férias da sua anterior aversão ao corpo feminino e não só engravidou, como deu à luz uma linda menina.
Ora, isto para mim não faz sentido.
A única forma de isto fazer algum sentido, é uma teoria que sempre defendi: A transsexualidade, não é mais do que, uma forma de Homofobia Aguda.
Eu explico. Um ser humano sente-se atraído pelas características físicas e psicológicas do mesmo sexo. Mas isso é errado. Foi o que sempre ouviu e aprendeu: É errado! - Gritam-lhe os sentidos. - Na sociedade em que vivemos, uma mulher gosta de homens e os homens gostam de mulheres.
E esta convicção cresce de forma tão grande, que se convencem a si mesmos: Estou preso no corpo errado, porque eu não sou homossexual. ser homossexual é errado, é mau, é pecado, é anti-natura, Deus assim não quis. Mas se calhar, Deus enganou-se e deu-me uma vagina em vez de um pénis. E se Deus, deu inteligência ao Homem e o Homem, inventou formas de corrigir o Erro Divino, então eu posso mudar. Mudar de sexo, namorar mulheres, casar-me com uma mulher e continuar aceite na sociedade. Sim, posso ser um homem, porque homossexual, é que não sou.
Pena só ser válido, até Deus voltar a enganar-se.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

No passado dia 15 de Maio (ontem), dei por mim a ler a coluna do D. José César das Neves, no jornal Destak, do mesmo dia e fiquei com uma enorme vontade de contrapor as suas ideias, de lhe dizer que estava errado, que as coisas não são assim tão simplistas e muito menos podemos escrever com falsos moralismos.

Na altura não me recordei como poderia fazer, mas finalmente os meus neurónios trabalharam e lembrei-me do meu blog. É verdade que apenas umas 14 pessoas o lêm em média por dia e que provavelmente, serão sempre as mesmas, mas pelo menos, livro-me deste sapo que está engasgado e não consigo engolir. Pois bem, vamos por partes. No citado texto, o Dr. José Neves, criou uma explicação (para um tema sobre o qual, foi talvez obrigado a escrever), tendo por base “Um grave erro no conceito de desenvolvimento” e na realidade existe um, mas não o que foi apresentado. Para começar, houve evolução no campo das artes e do pensamento.

Se houve algo realmente novo? Não. Melhor?! Não.

Uma evolução é isso mesmo, um “up-grade” de algo que já foi criado, um sair da caixa, pensar e resolver noutro ponto de vista. Não tem que ser melhor nem pior, é apenas evolução. E já agora, Hitler, Atila, Marquês de Pombal, Nero, Inquisição Espanhola, Saddam e companhia, não têm graus de comparação, são o que são. Mas até aqui tudo bem, é uma opinião, eu também tenho a minha, aliás tenho muitas.

Contudo, ainda no mesmo parágrafo diz para finalizar, que a violação e pedofilia ainda são repudiados. Errado. Muito errado. Não é preciso voltarmos muitos anos atrás para nos recordarmos dos casamentos combinados pelas famílias, como acto socialmente aceite e recomendado. O que seriam as noites de núpcias de mulheres e homens casados obrigados, que não uma perfeita violação de vontades e corpos?

Antepassados com orientações claras? Realmente eram, mas muito mais violentas que as de hoje. Pensemos em quantas meninas casadas em fase pré-adolescente e adolescente, com homens dez, quinze, vinte, cinquenta anos mais velhos? Aqui temos um autêntico, dois em um; não só a pedofilia era socialmente aceite, como a violação do corpo e da vontade. A frase correcta teria sido: A violação e a pedofilia são hoje, as únicas práticas repudiadas.

Quanto à confusão de critérios e à liberdade, tem que convir que ninguém é realmente livre, não na nossa sociedade judaico-cristã. Que menina é hoje educada pelos seus pais para ser livre sexualmente? Não têm, hoje em dia, os pais e a sociedade o mesmo discurso que receberam da catequese, dos seus próprios pais e avós? Não apelam todos à modéstia, o reduzido número de namorados e a um casamento com filhos? Não continuam as meninas a crescer a pensar que um dia serão as princesas das suas casas, com um único príncipe encantado?

Houve realmente um período de grande desorientação sexual na história moderna e esse acabou nos anos 80, quando uma doença sexualmente transmitida ocupou o lugar do antigo Inferno: a SIDA. Até aos anos 80, sexo seguro era não fazê-lo, num carro em andamento (a frase não é minha). Por isso, sim, existe uma confusão de critérios: todos queremos ser livres, donos dos nossos corpos e buscar a felicidade, mas o nosso inconsciente está agrilhoado a um espartilho educacional judaico-cristão, que nos impede de simplesmente ser.

Enquanto no passado a pedofilia, dentro de certos parâmetros, era aceite e recomendada, hoje é simplesmente rejeitada. Por isso, sim, existe confusão. Enquanto antigamente, as mulheres eram simplesmente objectos de troca e servidão sexual, hoje têm poder, por isso, sim, existe confusão.

Confusão porque existe uma evolução, ou melhor um retrocesso de mais de três mil anos. Estude um pouco os hábitos egípcios, a sua sociedade e veja como não só existia liberdade sexual (verdadeira), como as mulheres e os homens eram simplesmente iguais em todos os campos, quer económicos, religiosos e sexuais.


"Não houve evolução nenhuma, houve apenas um retrocesso, ou quem sabe uma revolução, um retorno à verdadeira evolução.

Quanto às atrocidades raras nas tribos primitivas…creio que já está largamente explicado, não?! Orientações claras dos nossos antepassados, quanto à moral sexual? Vejamos, temos o Kama Sutra do Séc. IV é uma boa orientação. Marquês de Sade, no Sec. XVIII? Que seria do prazer sem um pouco de dor! Shakespeare, Sec. XVI?! Oh meu Deus, o que se pode ler nas entrelinhas!

Mais recentes?! Deixe-me ver… Henry Miller, no início do Séc? Marguerite Duras, desde os anos 30? Sim! Realmente não houve inovação no campo da arte, do sexo ou da religião moral e sexual. Apenas vivemos mais do mesmo, onde tudo é permitido, pois o ser humano sempre fez o que quis, mas nada é recomendado.

No entanto, devo admitir, deve ter tido muito trabalho, chegar a um nível de consciência decrépita como a sua.

A minha avó sempre disse: Se não tens nada inteligente para dizer, fica calada.
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