Mostrar mensagens com a etiqueta Stig Dagerman. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Stig Dagerman. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 11 de junho de 2014

como sopro dum vento

«Procuro o que me pode consolar como o caçador persegue a caça, atirando sem hesitar sempre que algo se mexe na floresta. Quase sempre atinjo o vazio, mas, de tempos a tempos, não deixa de me tombar aos pés uma presa. Célere, corro a apoderar-me dela, pois sei quão fugaz é o consolo, sopro dum vento que mal sobe pela árvore.»

Sitg Dagerman, A Nossa Necessidade de Consolo É Impossível de Satisfazer (1955)
(trad. Paula castro e José Daniel Ribeiro)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

12x25

Não possuo filosofia em que possa mover-me como peixe na água ou o pássaro no céu. Tudo em mim é um duelo, uma luta travada a cada minuto da vida entre falsas e verdadeiras formas de consolo. Umas não fazem senão aumentar-me a impotência e tornar-me mais fundo o desespero, outras são fonte de temporária libertação. Falsas e verdadeiras! Deveria antes dizer verdadeira, pois só existe uma

Stig Dagerman, A Nossa Necessidade de Consolo É Impossível de Satisfazer (1955), trad. Paula Castro e José Daniel Branco, 4.ª ed., Lisboa, Fenda, 2004, p. 25, ls. 1-12.