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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

livros que me apetecem









Crónica do Conde Dom Pedro de Menezes, de Gomes Eanes de Zurara (IN-CM)
Diário Íntimo de Carlos da Maia, de A. Campos Matos (Colibri)
Largo da Mutamba, de Domingos Lobo (Vega)
Os Navios da Noite, de João de Melo (Dom Quixote)
O que Fazem Mulheres, de Camilo Castelo Branco (Guerra & Paz)
A Sala Magenta, de Mário de Carvalho (Porto Editora)
A Tomada de Madrid, de Mário Silva Carvalho (Saída de Emergência)

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

livros que me apetecem

Antologia Poética, de Castro Alves (Glaciar)
O Ateneu, de Raul Pompeia (Glaciar)
Os Números da Desigualdade em Portugal, de Eugénio Rosa (Lua de Papel)
A Paixão do Conde de Fróis, de Mário de Carvalho (Porto Editora)
Veio Depois a Noite Infame, de Margarida Palma (Casa das Letras)









sábado, 26 de abril de 2014

profanar um poema

«Ao assobio dum pássaro -- seria um pássaro? -- o alferes, uma vez mais, deu-se a profanar um poema entredentes. Eram versos de Sédar Senghor que gerações sucessivas de oficiais universitários haviam virado do avesso: J'écoute le chant de l'Afrique lointaine et le chant de ton sang, j'écoute le sang de l'Afrique prochaine et le saint de ton sang, j'écoute le son de l'Afrique putaine et le chant de ton sein...

Mário de Carvalho, Era uma Vez um Alferes (1989)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

a verdade é que eu amo inquéritos...

Graça Morais, A Caminhada do Medo (2011)
Precedido da magnífica obra de Graça Morais -- talvez a pintora portuguesa contemporânea que mais me diz --, o JL  de ontem traz um inquérito a 15 escritores, a propósito do papel do escritor no quadro actual de crise e confusão.
Todas as respostas são interessantes, nem todas coincidentes, como é desejável e seria de esperar. Eis alguns fragmentos:

"[...] creio que nunca houve mudança sem uma poética da mudança." Manuel Alegre;
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, mas a canalha é a mesma." Paulo Moreiras;
"O escritor livre tem imunidade lógica: contraria e contradiz." Patrícia Portela;
"Escrever sobre "isto"? Só se for através de uma escrita a quente, marcada pelo ódio. A literatura serve-se nua e fria." João de Melo;
"[...] as grandes obras acabam sempre por nos fazer perguntas importantes e obrigam-nos a reflectir sobre elas. Não consigo imaginar um intervenção cívica de maior importância." Nuno Camarneiro;
"Para mim, vida e arte não são opostas, nadam no mesmo oceano. E a literatura ou agarra o seu tempo ou é nada-morta. // [...] os livros dignos desse nome são sempre uma pergunta ao real." Rui Zink;
"[...] o primeiro dever do escritor é escrever bem, entendendo-se este «bem», não enquanto «bem-escrevência», mas como mestria dos recursos da imaginação, originalidade, capacidade de combinação e destreza de linguagem, de acordo com o talento [...] de cada um. No fundo, os velhos «engenho e arte» de Horácio." Mário de Carvalho.