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13 maio, 2019

Dia da Mãe

No domingo dia 12 de Maio foi o dia da mãe aqui na Bélgica! E que bom que existe um dia dedicado às mães e que eleva o significado desta palavra tão pequenina e ao mesmo tempo tão poderosa. A maior bênção e também o maior desafio ... ser mãe! 



Antes de me tornar mãe jamais alguém me conseguiu explicar o que é ser mãe, o que é sentir com o coração de mãe, o que é a cabeça de uma mãe. E muito sinceramente, mesmo que alguém me tentasse descrever acho que não seria capaz de perceber ... Porque isso só se percebe quando nos tornamos mães. 

Ser mãe é gerar uma vida que vem para transformar a nossa. Vem para nos ensinar a essência da vida, o amor. Vem para nos relembrar que o material não nos torna mais felizes ou mais realizadas. Vem para nos ajudar a nos conhecermos melhor, a nos desvendarmos de dentro para fora - o que nos torna inicialmente extremamnte vulneráveis, mas com o tempo encontramos uma força e uma confiança jamais sentidas até então. Os filhos nascem e com eles nascemos nós também - porque nasce uma mãe! Obrigada meu amor por todas estas aprendizagens. Obrigada ao meu marido por esta caminhada, nem sempre fácil, mas sempre de mãos dadas. 


A todas as mães, um grande beijinho no coração 
A todas as mães, o meu mais sincero olhar de admiração
À minha mãe, o meu mais sincero obrigada! Deu-me o mais importante - amor. E ensinou-me a ser real e não perfeita! 

  

19 maio, 2017

Amamentação

Os benefícios da amamentação, tanto para o bebé, como para a mãe são mais que muitos e são do conhecimento de todos, ou pelo menos, de todas as mulheres que têm ou estão a pensar ter filhos. É um tema cada vez mais abordado, sobretudo no que toca à amamentação em público. Prometo que não é disso que hoje vos venho falar. Na minha opinião a mulher tem de fazer aquilo que mais conforto lhe transmite. Se quer amamentar, então amamenta; se não quer ela lá há-de ter os seus motivos; há muitas mulheres que querem e não o podem fazer; há mulheres que preferem tirar leite e depois dar aos seus filhos pelo biberão; amamentar em público sim desde que a mulher se sinta confortável para o fazer. 

Hoje venho partilhar a minha experiência de amamentação e vou ser o mais honesta e sincera possível. A minha experiência de amamentar já passou por várias fases, na sua maioria muito boas, mas não posso negar que também houveram fases complicadas. 

Imagem retirada daqui
Desde que engravidei, sempre tive em mente amamentar. Aliás, eu rezava para que tivesse muito leite e para que o Tiago gostasse do leitinho da mamã. E felizmente ambas se concretizaram. 

O instinto que os bebés têm em procurar o seio da mãe logo desde o seu nascimento é algo que me fascina e que me emocionou muito quando vivi esse momento! É logo aquele primeiro contacto com o nosso filho. E saber que ele vai crescer e tornar-se forte graças ao nosso leite é maravilhoso. Nos primeiros dias tudo correu lindamente. O Tiago comia muito bem e eu também me sentia cheia de energia. 

Depois passei por uma fase menos boa: fiquei com os mamilos gretados. Se é doloroso? É e MUITO! Saber que o meu menino tinha de mamar a cada 3 horas e que eu ia ter dores insuportáveis, que ia sangrar, era um sentimento muito mau, que até dores de cabeça me provocava. Se deixei de amamentar? NÃO!!! Essa hipótese estava fora de questão. Usei todos os meios disponíveis, informei-me muito mais do que aquilo que já me tinha informado (sim, porque desde o início da gravidez que li muito acerca da amamentação), pedi ajuda já no hospital para verificarem se a posição do Tiago no seio estava correta e confirmou-se que sim, usava cremes adequados para aliviar o mal-estar e acelerar a cicatrização, logo após a mamada passava leite por cima da auréola e até tive de comprar uns mamilos de silicone. Foi uma cicatrização longa, de cerca de mês e meio. Só aguentei porque a minha vontade de amamentar era bem maior do que as dores. 

A verdade é que depois desse tempo tudo voltou ao seu normal, tudo voltou a ser bonito e mágico. Eles começam a crescer, olham-nos nos olhos com uma profundidade tão intensa que as lágrimas até nos saem sem querer, começam a mexer as mãos e fazem-nos miminhos e tudo isso nos provoca sentimentos e sensações inexplicáveis.  

Esta tem sido a minha experiência e estas têm sido as minhas decisões. No entanto, tenho o maior respeito por todas as mães, por aquelas que amamentam, por aquelas que desde início decidem não o fazer, por aquelas que desistem devido às dores, por aquelas que gostariam de o fazer e não podem devido às diversas adversidades! Também é importante que nós mães nos sintamos bem, felizes e confortáveis. Afinal, não é à toa que dizem: mães felizes, bebés felizes! E eu acredito muito nisso.